Irmãos, ora, se se
prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que
não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo
não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé
é vã também. Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque
teríamos atestado - contra Deus - que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato,
ele não o teria ressuscitado - se é verdade que os mortos não ressuscitam.
Pois, se os mortos
não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não
ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados.
Então, também os que morreram em Cristo pereceram. Se é para esta vida que
pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos - de todos os homens - os mais
dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como
primícias dos que morreram. - Palavra do
Senhor.
Comentário (deusunico.com): Em Corinto, alguns pensam
que, depois da morte, a alma imortal continua vivendo sozinha, abandonando a
matéria e o corpo, que são considerados coisas más e inferiores. Outros pensam
que tudo termina com a morte e que é melhor aproveitar o momento presente.
Paulo mostra que ambas as opiniões são contrárias ao núcleo da fé cristã,
porque se os mortos não ressuscitam verdadeiramente, nem Cristo ressuscitou.
Cristo
ressuscitou. Pedro, João, Paulo, Lucas e todos os apóstolos lançaram o grito de
vitória desencadeado na Igreja primitiva, repetido por toda a geração cristã,
para exprimir sua fé e conclamar os homens à esperança. As aparências podem ser
contrárias, a experiência pode obscurecer algumas vezes nossa certeza, mas a
morte não tem a última palavra.
Se
Cristo está vivo, se fez de nós pessoas vivas, por que seremos sem audácia ante
o chamado realismo do mundo, sem força ante a tentação da dúvida, sem esperança
nas estradas da vida, quando Cristo caminha ao vosso lado? A ressurreição de
Cristo é nossa força e esperança!
Salmo:
16 (17),1.
6-7. 8b.15 (R. 15b)
Ao despertar, me
saciará vossa presença, ó Senhor.
Ó Senhor, ouvi a minha justa causa,
escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois
não existe falsidade nos meus lábios!
Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me
ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso,
vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.
Protegei-me qual dos olhos a pupila e
guardai-me à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e
ao despertar me saciará vossa presença.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,1-3
Naquele tempo, Jesus andava por cidades e povoados,
pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e
também algumas mulheres que tinham sido curadas de maus espíritos e doenças:
Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de
Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que
ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): O Evangelho mostra-nos Jesus e sua comunidade itinerante a serviço da
Boa Nova do Reino. O ministério do Mestre era exercido em comunhão com
colaboradores e colaboradoras, todos voltados para a mesma missão.
É
fácil de entender que Jesus tivesse colaboradores. Difícil é pensar um Mestre
rodeado de discípulas, numa sociedade onde a dignidade das mulheres não era
reconhecida. Diríamos, hoje: era uma sociedade machista! No entanto, Jesus
mantinha-se imune destes esquemas, não permitindo que influenciassem suas
opções.
As
colaboradoras de Jesus são todas mulheres que o haviam procurado por padecer de
doenças e ser vítimas dos espíritos malignos. Tendo sido beneficiadas pelo
Mestre, acabaram por se colocar a serviço dele. Isto por que compreenderam a
importância do ministério de Jesus. Como elas, havia tantas outras pessoas
vítimas de enfermidades e possessões demoníacas, que precisavam ser curadas
pelo Mestre. Por isso, pareceu-lhes sensato colocar seus bens a serviço desta
causa nobre. Era a melhor forma de manifestar sua gratidão a Jesus e se
mostrarem úteis.
Para
o Mestre, pouco importava a condição feminina. Importava-lhe, sim, a disposição
interior dessas mulheres. Afinal, como ele, elas estavam dispostas a ser
servidoras da humanidade.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada 19/09/2014
Sexta-feira 24ª Semana Comum
Credo – Oração
O Deus que achamos ter achado
- Pe. Zezinho, scj
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