São Tomás e São Boaventura, os dois doutores da Igreja,
ensinam que o Santo Sacrifício da Missa é de valor infinito, tanto
pela Vítima que é ai oferecida, que é o Corpo e Sangue, a alma e Divindade de
Nossa Senhor Jesus Cristo que principalmente o oferece. No entanto, muitos há que o têm em tão
pouca estima que colocam este tesouro sacratíssimo, abaixo do mínimo interesse.
E se, até aqui, este santo Sacrifício era para eles um
tesouro oculto, agora
que lhe conhecem o valor infinito, tomem a resolução de aproveitá-lo,
assistindo à Santa Missa, todos os dias! Para a isso mais incitá-lo,
vou contar uma história apavorante, que será a conclusão desta obra.
Enéias Silvio Piccolomini, mais tarde Pio II, refere que em
certa região da Alemanha havia um fidalgo de grande linhagem que, tendo caído
na pobreza, vivia retirado em uma de suas terras.
Aí acabrunhado pela melancolia, estava prestes deixar-se
dominar pelo desespero, e satanás o impelia, cada dia, a pôr uma corda ao
pescoço a fim de dar cabo da vida.



