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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Celebrar a Páscoa - Cardeal Orani João Tempesta

Celebrar a Páscoa - Cardeal Orani João Tempesta

“Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!” (Proclamação da Páscoa).

Estamos na festa da Páscoa, que é a festa cristã por excelência. Escutamos no evangelho: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

A Páscoa de Jesus deu-se dentro da Páscoa judaica: foi nesse contexto que ele instituiu e celebrou a sua. Na Páscoa de Jesus a Páscoa judaica é cumprida, isto é, encontra sua realização plena: a libertação definitiva não foi aquela, dos que saíram do Egito, atravessaram o mar e entraram na Terra Prometida, mas sim a de Jesus, que saiu deste mundo, atravessou o mar tenebroso da morte e entrou na plenitude do Pai. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Páscoa - Liturgia do Tempo Pascal

Páscoa - Liturgia do Tempo Pascal

O Tempo pascal compreende um período de 50 dias que vai do Domingo de Páscoa até o Domingo de Pentecostes.  Na liturgia do Tempo Pascal, além da ênfase do canto do Aleluia, o Círio pascal é aceso, como símbolo do Senhor ressuscitado, mesmo nos dias de semana, uma vez que ele é o símbolo mais importante da Páscoa. Isso mostra o caráter festivo que a Igreja quer dar ao Tempo Pascal, como tempo vivo de páscoa, “um grande domingo”, como diz Santo Atanásio. "Os dias da semana depois da Ascensão até o sábado antes de Pentecostes inclusive servem de preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito"  (Nualc n. 26)

Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II somente duas celebrações hoje na Igreja têm "oitava", isto é, um prolongamento festivo da festa principal por oito dias, durante os quais a liturgia se volta com o caráter festivo da solenidade principal. As duas oitavas são, do Natal e da Páscoa. 

Páscoa a Festa da Vida e da Liberdade - Dom Roberto Francisco

Páscoa a Festa da Vida e da Liberdade - Dom Roberto Francisco

O que torna um ser humano em cristão é ser uma testemunha da Páscoa de Jesus. Acreditar nessa maravilhosa luz e reviravolta que marcou a história humana definitivamente, dando-lhe um sentido de libertação e reconciliação plenas. A Ressurreição de Jesus faz surgir e emergir a humanidade nova resgata por inteiro a dignidade da pessoa e nos leva a perfeita comunhão com o Pai e os irmãos.

A Igreja como esposa e povo nascido da vida nova pascal, se constitui em fraternidade amorosa para comunicar a todas as gerações esta Boa Nova grandiosa e inefável: Jesus é o Cordeiro Vencedor. A partir da Páscoa ganham cor e significado todas as aspirações humanas a uma verdadeira liberdade e solidariedade.