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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Caridade - Pe. Brendan Coleman

Caridade é um termo derivante do latim caritas, que tem origem no vocábulo grego chàris. Significa um sentimento de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade indica uma pessoa boa e de moral correta. A doutrina católica classifica a caridade como uma das virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), “pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC. 1822). O Apóstolo São Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.” (1 Cor 13, 4-7). São Paulo também não mede suas palavras quando ele afirma “A caridade é superior a todas as virtudes. É a primeira das virtudes teologais” (CIC 1826). “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1Cor 13, 13). 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Espiritualidade do Advento - Pe. Dr. Brendan Coleman

Este ano de 2014 o tempo do Advento começa no dia 30 de novembro o primeiro domingo do Advento. Na Igreja Católica a palavra advento se refere ao período de quatro semanas preparatórias para o Natal. O termo é cristão, mas de origem profana, pois significa visita oficial de um personagem importante no tempo da sua posse. Nos escritos cristãos dos primeiros séculos torna-se termo clássico para designar a vinda de Cristo. Trata-se de preparar bem a Festa do Natal, fazendo-a superar a mera comercialização ou as insuficientes emoções humanas, para chegar à profundidade do mistério de um Deus que nasceu entre os homens, a fim de orientar o mundo e a humanidade segundo um novo plano. O Menino Jesus que nasceu em Belém, pobre e rejeitado, é realmente o Rei do Universo. Ele não impõe a sua vontade e o seu reinado, mas convida a todos a acolher sua lei e construir assim uma sociedade de paz e universal fraternidade. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dia de Finados - Pe. Dr. Brendan Coleman

O dia 2 de novembro de 2014 é o Dia de Finados, quando recordamos com saudades a memória de nossos mortos. Visitamos respeitosamente nos cemitérios, os túmulos de nossos parentes e amigos já falecidos. O encontro da cultura cristã com a cultura celta deu origem à comemoração do Dia de Finados. Os celtas – povos que habitavam a região da atual Irlanda – tinham no seu calendário a festa conhecida como “Samhain”. Nesse dia os celtas acreditavam que os dois mundos – o dos vivos e dos mortos – ficavam muito próximos e eles celebravam essa comunhão. Desde o século l, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, aqueles aos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. O abade do Mosteiro de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. E os papas Silvestre ll (996) e João XVll (1012) convidaram a comunidade cristã a dedicar um dia cada ano aos mortos. No século Xl, o calendário litúrgico cristão incorporou o Dia de Finados, que deveria cair no dia 2 de novembro para não se sobrepor ao Dia de Todos os Santos, comemorado no dia 1º naquela época. Este ano a Festa de Todos os Santos será celebrada no domingo dia 3 de novembro. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Setembro o mês da bíblia

Desde 1971 a Igreja Católica dedica o mês de setembro à Bíblia. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o mês da Bíblia, em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30 deste mês. São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por São Jerônimo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa popular e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Festa de Corpus Christi - Pe. Dr. Brendan Coleman

Corpus Christi

No dia 19 de junho de 2014 a Igreja Católica celebra a Festa de Corpus Christi, ou como é oficialmente chamada a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Esta festa nos convida a refletir sobre o amor incondicional de Deus por nós e nos alegramos pela presença permanente de Jesus Cristo, o centro de nossa fé, nossa esperança e nossa salvação. A festa é sempre celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. Pode-se dizer que esta festa se constitui um desdobramento da Quinta-feira Santa. Quer comemorar a presença de Cristo como sacrifício eucarístico de seu corpo e de seu sangue. Esta solenidade deve ser vista em conexão com a devoção do Santíssimo Sacramento, que desabrochou poderosamente ao longo do século Xll e na qual se realçava de maneira particular a presença real de Cristo todo no pão e vinho consagrado. 

domingo, 15 de junho de 2014

Solenidade da Santíssima Trindade - Pe. Dr. Brendan Coleman

No dia 15 de junho deste ano de 2014 a Igreja Católica celebra o mistério insondável de Deus, a Santíssima Trindade. É dogma da fé católica que proclama a união de três pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, formando um só Deus. Para muitas pessoas hoje, a pregação da Igreja a respeito da Trindade é obscurantismo. Para que ofender a inteligência dizendo que Deus é ao mesmo tempo um e três? Durante os primeiros séculos de sua existência, a Igreja tinha enorme dificuldade para expressar em palavras o inexprimível- a natureza do Deus em que acreditamos. A expressão “Trindade” não é usada nas Escrituras para designar as três pessoas divinas. Já no Novo Testamento, cada uma delas é nomeada de forma distinta. Dois grandes concílios ecumênicos estudaram este grande mistério. O Credo da Igreja Católica que tem o nome de Niceno-Constantinopolitano foi escrito durante o primeiro Concílio Ecumênico em Nicéia em 325, e terminado durante o segundo Concílio Ecumênico em Constantinopla em 381. Chegou à expressão belíssima do Credo Niceno-Constantinopolitano, infelizmente tão pouco usado nas celebrações de hoje, que apresenta o Pai como “criador de todas as coisas”, O Filho como “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado…”, e o Espírito Santo que “dá vida, e procede do Pai e do Filho”. Mas, mesmo essas expressões e frases tão profundas não conseguem explicar a Trindade, “pois se Deus fosse compreensível à mente humana, não seria Deus”. A solenidade da Santíssima Trindade é um convite à admiração, à adoração, à ação de graças, e é também um convite à reflexão. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Maio o mês de Maria - Pe. Dr. Brendan Coleman

Maio o mês de Maria - Pe. Dr. Brendan Coleman

Estamos no mês de maio. Para católicos é o mês de Maria Mãe de Deus. Muitas vezes nós católicos somos objetos de crítica por causa de nossa devoção a Nossa Senhora. Alguns chegam até a nos acusar de adoradores de Nossa Senhora ou de idólatras, porque confunde o culto cristão a Maria, representada numa imagem, com a adoração que prestamos unicamente a Deus. O culto prestado a Maria se dirige a ela e não à imagem e está fundamentado no papel singular que ela desempenhou e desempenha na história da salvação ao ser escolhida para ser a mãe do Filho de Deus, Jesus Cristo. O Concílio Vaticano ll referindo-se à devoção à Virgem Maria, no capítulo 8 da Constituição Dogmática “Lumen Gentium” reafirmou a doutrina e a devoção de venerar a Mãe de Deus sempre Virgem. No número 69 da referida constituição o Concílio exorta “Todos os fiéis para dirigir súplicas insistentes à Mãe de Deus e Mãe dos homens, para que ela, que assistiu com suas orações aos alvores da Igreja, também agora, exaltada no céu acima de todos os anjos e bem-aventurados interceda junto de seu Filho, na comunidade de todos os santos, para que todas as famílias dos povos, quer se honrem do nome cristão quer desconheçam ainda o seu Salvador, se reúnam felizmente, em paz e concórdia, no único povo de Deus, para glória da santíssima e indivisa Trindade”. A celebração condigna do mês de maio encontra-se, assim, perfeitamente dentro do espírito do Concílio Vaticano ll. Além disso, é uma excelente oportunidade para inculcar nos fiéis os fundamentos teológicos da devoção à Maria, especialmente na perspectiva de Mãe de Deus. 

sábado, 12 de abril de 2014

Domingo de Ramos - Pe. Brendan Coleman

Domingo de Ramos

No dia 13 de abril deste ano de 2014, a Igreja Católica celebra o “Domingo de Ramos”. É a festa litúrgica que celebra a entrada triunfal e messiânica de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. É também o primeiro dia da Semana Santa. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de oliveiras e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumentinho – o símbolo da humildade – e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel. A multidão o aclamava “Hosana ao Filho de Davi!” e “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Assim, Jesus entrou triunfantemente em Jerusalém despertando nos fariseus e mestres da lei muita inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e, morte de cruz. 

sábado, 22 de março de 2014

52ª Assembleia Geral da CNBB

52ª Assembleia Geral da CNBB

Entre os dias 30 de abril e 9 de maio de 2014 mais de 400 bispos de todas as regiões do Brasil estarão reunidos em Aparecida (SP) para a 52ª. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema principal desta assembleia é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. O tema já foi refletido pelo episcopado brasileiro na Assembleia de 2013 e agora voltará para novas discussões.

Pe. Francisco de Assis Wloch, Subsecretária Adjunto de Pastoral da CNBB nos oferece mais dados (cf. p. 26 da revista “Aparecida”, março 2014). O tema central da Assembleia foi publicado na Coleção Estudos da CNBB, Nº104, onde foi profundamente analisado e refletido nas 105 páginas desse estudo. Agora os bispos vão retomar o assunto enriquecido com “inúmeras contribuições recebidas” e o mesmo será transformada em documento indicando pistas para a renovação paroquial na Igreja do Brasil. A temática de renovação paroquial se encontra na Assembleia Episcopal de Medellin (cf. p. 72, Conclusões de Medellin, Paulinas, São Paulo, 1968); em Puebla (cf. p. 249, Conclusões da Conferência de Puebla, Edições Paulinas, SP. 1979); em Santo Domingo (cf. p.103, Conclusões Santo Domingo, Edições Paulinas, 1992), e especialmente no Documento de Aparecida (cf. p. 201-204 et alii, Documento de Aparecida, Edições CNBB, Paulus e Paulinas, 2007). As Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil (2011-2015) apontam cinco urgências pastorais que devem guiar a caminhada da Igreja durante os próximos anos. Entre as cinco urgências encontramos “Igreja, Comunidade de Comunidades”. 

terça-feira, 11 de março de 2014

A lei moral natural - Pe. Brendan Coleman

A lei moral natural - Pe. Brendan Coleman

Não há dúvida de que nós estamos vivendo numa época de desenvolvimento extraordinário na capacidade humana de decifrar as regras e as estruturas da matéria e no consequente domínio do homem sobre a natureza. Todos nós vemos as grandes vantagens deste progresso, e vemos cada vez mais também as ameaças de uma destruição da natureza pela força da nossa ação. Nossa capacidade de ver as leis do ser material, às vezes, torna-nos incapazes de ver a mensagem ética contida no ser, mensagem tradicionalmente chamada a lei moral natural. (cf. Bento XVl, no Congresso sobre a lei moral natural na Universidade Lateranense, 12/2/2007). Segundo o Catecismo da Igreja Católica a lei moral natural confere ao homem “o domínio de seus atos e a capacidade de se governar em vista da verdade e do bem” (cf. CIC No. 1954). 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Quaresma 2014 - Pe. Brendan

Quaresma 2014 - Pe. Brendan

A Igreja Católica iniciará na Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março o Tempo da Quaresma que termina na Quinta-feira Santa na celebração da última ceia de Jesus Cristo com seus apóstolos. A palavra Quaresma vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecede a maior festa do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo da Páscoa. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove a Campanha da Fraternidade desde 1964, como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Este ano a CF tem como tema “Tráfico Humano e Fraternidade” e como lema “É para liberdade que Cristo nos libertou”. O período da Quaresma é reservado para a reflexão e a conversão espiritual. Católicos são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Somos convidados a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, lendo a Palavra de Deus, orando e praticando boas obras. Em termos práticos, a Quaresma é o tempo de perdão e de reconciliação fraterna. É tempo de retirar de nossos corações todo ódio, rancor, inveja e tudo o que se opõe ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Temos três grandes linhas de ação a seguir durante a Quaresma: a oração, a penitência e a caridade. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Epifania do Senhor - Pe. Dr. Brendan Coleman

Epifania do Senhor - Pe. Dr. Brendan Coleman

Hoje, domingo, dia 5 de janeiro de 2014 a Igreja Católica celebra a Epifania do Senhor: a manifestação do Messias a todos os povos do mundo. Epifania significa “manifestação”. Recorda para nós a adoração do Menino Deus pelos três Magos, representantes do mundo inteiro conhecido naquele tempo. Encontramos a história dos Magos no Evangelho de Mateus (Mt 2, 1-12). O evangelista apenas afirma que alguns Magos do Oriente foram adorar o Menino Jesus. Não diz quantos, nem cita nomes, não afirma que eram reis e também não descreve a cor de sua pele. Estes detalhes foram acrescentados no decorrer dos séculos. Historicamente falando, a Festa dos Magos ou da Epifania é uma duplicata: enquanto o ocidente celebrava Natal no dia 25 de dezembro, no 4º. Século introduziu-se ali, também a festa natalina dos cristãos orientais, a Epifania, celebrada no dia 6 de janeiro. Será difícil dizer se os Magos eram sacerdotes persas ou astrólogos babilônicos. Moravam no Oriente, o que pode significar a Arábia, a Babilônia, a Mesopotâmia ou a Pérsia. A julgar pelos presentes que traziam teriam vindo da Arábia. Porém, é mais provável que fossem sábios astrólogos da Babilônia que conheciam o messianismo judaico. O número tradicional (os três magos) baseia-se, provavelmente, apenas no número dos presentes. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O dia do Natal - Pe. Brendan Coleman

O dia do Natal - Pe. Brendan Coleman

Embora paganizado por muitos, o Natal nos oferece, a cada ano, uma extraordinária riqueza espiritual. Desvirtuado por falsas comemorações, continua sendo uma fonte de lições autênticas e bênçãos abundantes. A certeza de que um Deus entrou na história humana, para marcá-la definitivamente, não pode deixar de produzir em nós uma inabalável confiança e uma invencível vontade de viver esta história e de fazê-lo viver, em plenitude, também pelos nossos irmãos. É necessário meditar sobre o Natal, para descobrir-lhe o verdadeiro sentido e não vivê-lo em lamentável superficialidade. Graças a Deus, em numerosos lares de Fortaleza e do interior do Ceará, foi feita, neste ano de 2013, a preparação de “Natal em família”, um excelente livrinho elaborado pela CNBB do Reg. NE1.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Imaculada Conceição - Pe. Dr. Brendan

Imaculada Conceição - Pe. Dr. Brendan

No dia 8 de dezembro, os católicos celebram a festa da Imaculada Conceição de Maria. O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido seu filho Jesus sem ter relacionamento sexual com José seu esposo, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos cometer. A Imaculada Conceição de Maria se refere ao dogma da Igreja Católica que declara a isenção da Virgem Maria de toda mancha do pecado original.

A teologia católica preocupa-se em esclarecer a realidade do pecado original, para melhor compreender a fé e a moral. Para a Igreja, a culpa não é um pecado pessoal, mas um estado culpável, que é intimamente ligado à natureza humana, sendo-lhe transmitido em sentido espiritual e moral. Suas consequências são a perda da vida sobrenatural e dos dons preternaturais. Os dons preternaturais são os que Deus concedeu aos nossos primeiros pais: integridade, que é a perfeita sujeição dos sentidos à razão; imunidade de todas as dores e doenças; imortalidade do corpo, e ciência moral infusa proporcionada ao seu estado (cf. CIC 374-421). Todos os homens são implicados no pecado de Adão. São Paulo o afirma: “Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores” (Rm 5, 19).

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Espiritualidade do Advento

Espiritualidade do Advento

Este ano de 2013 o tempo do Advento começa no domingo, o primeiro dia de dezembro. Na Igreja Católica a palavra advento se refere ao período de quatro semanas preparatórias para o Natal. O termo é cristão, mas de origem profana, pois significa visita oficial de um personagem importante no tempo da sua posse. Nos escritos cristãos dos primeiros séculos torna-se termo clássico para designar a vinda de Cristo. Trata-se de preparar bem a Festa do Natal, fazendo-a superar a mera comercialização ou as insuficientes emoções humanas, para chegar à profundidade do mistério de um Deus que nasceu entre os homens, a fim de orientar o mundo e a humanidade segundo um novo plano. O Menino Jesus que nasceu em Belém, pobre e rejeitado, é realmente o Rei do Universo. Ele não impõe a sua vontade e o seu reinado, mas convida a todos a acolher sua lei e construir assim uma sociedade de paz e universal fraternidade.

domingo, 24 de novembro de 2013

Cristo, Rei do Universo

Cristo, Rei do Universo

A Igreja encerra o Anto Litúrgico com a Festa de Cristo Rei do Universo. Esta festa foi criada pelo papa Pio Xl em 1925 na época em que o mundo passava pelo pós-guerra de 1917, marcado pelo fascismo na Itália, pelo Nazismo na Alemanha, pelo comunismo na Rússia. Uma época que viu o crescimento do marxismo-ateu, governos ditatoriais que solapavam toda a Europa e muita perseguição religiosa. A festa foi estabelecida na época para enfatizar que o único poder absoluto é de Deus.

Nos dias de hoje, em que milhões padecem as consequências de um novo tipo de totalitarismo disfarçado, o do poder econômico inescrupuloso, torna-se atual a inspiração da festa que Deus é o único absoluto. Em um mundo que presta culto ao lucro, esta festa nos desafia para que revejamos as nossas atitudes e ações concretas, para descobrir o que é para nós, na verdade, o valor absoluto das nossas vidas. O texto do evangelho desta festa é tirado do evangelho de São João, e mais especificamente do diálogo entre Jesus e Pilatos sobre a verdadeira identidade de Jesus. “Tu és rei?” pergunta Pilatos diante do tribunal. Jesus respondeu: “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz” (Jo 18, 37). Jesus é rei, mas não na maneira que Pilatos possa entender. O Reino de Jesus é o oposto do Reino do Império Romano – não é opressor, nem injusto, nem idolátrico, mas o Reino da verdade e da vida, da santidade e da graça, da justiça e da fraternidade, da solidariedade e da partilha – o Reino do Deus da Vida.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pe. Dr. Brendan Coleman: Fé e Ciência

As relações entre a verdade religiosa e a verdade científica são temas sempre discutidos no mundo atual. Passei quase toda a minha vida adulta como professor universitário e durante este tempo este assunto vêm à tona frequentemente. Recebi dos meus colegas e alunos perguntas deste tipo: Será que fé e ciência não entram em choque? Qual é o relacionamento entre fé e ciência? A ciência é uma ameaça á fé? Como sabemos com certeza que Deus existe etc. Nos últimos quarenta anos com o surgimento de questões polêmicas como a clonagem humana, a descoberta do genoma humano, os direitos reprodutivos, reprodução assistida, a engenharia genética, o aborto, direito à vida d fetos anencefalicas, transplantes e doação de órgãos, pesquisa em seres humanos, eutanásia e distanásia etc., a discussão está se reacendendo. O papa João Paulo ll ficou tão preocupado com a relação entre fé e ciência que escreveu uma Carta Encíclica titulada “Fides e Ratio” (Fé e Razão) em 1998. Desde 1965 aproximadamente, a humanidade passou a se defrontar com uma série de dolorosos questionamentos sobre fé e morais suscitados pelos avanços alcançados na ciência. A capacidade humana de destruir a biosfera e de manipular as espécies ou de intervir tecnologicamente em sua evolução indicava que os princípios éticos clássicos passariam a ser relativizados. Com a bioética novas orientações apareceram nessas áreas sensíveis.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

Acredito que relativamente poucos brasileiros conhecem a história de Aparecida. Em 1717, três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedrosa, moradores nas margens do rio Paraíba do Município de Guaratinguetá, desanimados por não terem apanhado peixe algum, depois de várias horas de trabalho, já estavam rumando de volta para casa, quando lançando mais uma vez a rede, retiraram das águas o corpo de uma imagem sem cabeça e, num segundo arremesso, encontraram também a cabeça da imagem de terra cozida. Impressionados pelo evento, experimentaram mais uma lance da rede, e naquele momento foi tão abundante a pescaria que encheram as três canoas.  Limparam a imagem com muito cuidado e verificaram que se tratava duma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Colocaram-a na capela de sua pobre vila e diante dela começaram a fazer suas orações diárias. Não tardou a Virgem a mostrar por novos sinais que tinha escolhido esta imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Setembro, o Mês da Bíblia - Pe. Brendan

Setembro, o Mês da Bíblia - Pe. Brendan

Desde 1971 a Igreja Católica dedica o mês de setembro à Bíblia. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o mês da Bíblia, em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30 deste mês. São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por São Jerônimo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa popular e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias. O tema proposto para o Mês da Bíblia de 2013 é “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Lucas”, sobre a perspectiva do discipulado missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização “O Brasil na missão continental”. Tal tema escolhido percorre os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão. O lema indicado pela Comissão Bíblico-Catequético da CNBB é “Alegrai-vos comigo, encontrei o que havia perdido” (cf. Lc 15). 

sábado, 17 de agosto de 2013

Nossa Senhora da Assunção: A Festa da Assunção

Nossa Senhora da Assunção: A Festa da Assunção

No dia 15 de agosto a Igreja Católica celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. A Assunção de Maria é dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º. de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll,  que proclama a elevação em corpo e alma da Virgem Maria ao céu. A crença universal neste mistério havia sido confirmada anteriormente por todo o episcopado católico consultado em 1946. Liturgicamente é celebrada na Igreja Católica no domingo subsequente ao dia 15 de agosto. A crença na Assunção é tradicional na Igreja, mas foi, sobretudo no século XVII que se tornou objeto de uma verdadeira construção teológica em reação contra o Jansenismo. Maria é dita pelo anjo Gabriel “cheio de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o anjo não a chama “Maria”,  mas “cheia de graça”. (Lc. 1,28).