Liturgia Diária Comentada 12/01/2014 Domingo
Glória e Creio - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Próprio – Ofício da Festa
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Mateus 3,16 - Batizado o Senhor, os
céus se abriram e o Espírito Santo pairou sobre ele sob forma de pomba. E a voz
do Pai se fez ouvir: este é meu Filho muito amado, nele está todo o meu amor!
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo o Cristo batizado no
Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declaraste solenemente vosso Filho,
concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo,
perseverar constantemente em vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Is 42,1-4.6-7 Eis o meu servo: nele se compraz minh'alma
Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se
compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das
nações. Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não
quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento
para obter a verdade. Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não
estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.
Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão;
eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, para
abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do cárcere
os que vivem nas trevas”.
- Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: O Servo de Deus, nesse texto
de Isaías, é uma personificação de Israel, cuja missão era levar para as nações
a justiça e o direito. Isso significa que o povo de Israel estava destinado a
exteriorizar a justiça e o direito entesourados nas Sagradas Escrituras e fazer
deles um patrimônio das demais nações da terra. Essa missão deveria ser
realizada sem a utilização do poder tirânico, comum aos grandes impérios
mundiais; a influência de Israel sobre as nações deveria libertá-las da
cegueira espiritual e das trevas da idolatria.
O
Espírito de Deus, agindo no Servo (Israel), possibilitaria a efetivação dessa
missão – ou seja, a transmissão das Sagradas Escrituras, até que estas fossem
postas em prática por todas as nações. As Sagradas Escrituras seriam o caminho
para que os povos chegassem até Deus. A releitura cristã desse texto bíblico
viu em Jesus o pleno cumprimento da vocação de Israel. (Aíla
Luzia Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
Salmo:
28 (29) Que
o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Filhos de Deus, tributai ao Senhor,/
tributai-lhe glória e poder!/ Dai-lhe a glória devida ao seu nome;/ adorai-o com
santo ornamento!
Eis a voz do Senhor sobre as águas,/ sua
voz sobre as águas imensas!/ Eis a voz do Senhor com poder!/ Eis a voz do
Senhor majestosa!
Sua voz no trovão reboando!/ No seu
templo os fiéis bradam: “Glória!”/ É o Senhor que domina os dilúvios,/ o Senhor
reinará para sempre!
Segunda
Leitura: At 10,34-38 Foi ungido por Deus com o Espírito Santo
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato,
estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo
contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a
nação a que pertença. Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a
Boa Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela
Galiléia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido
por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo
o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus
estava com ele”.
- Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Pedro começou seu discurso na
casa de Cornélio (primeiro gentio convertido à fé cristã) reconhecendo as
intervenções divinas que o levaram a entender claramente como a salvação foi
destinada a todos os povos. Pedro deu-se conta de que Deus não faz distinção de
pessoas. Esse foi um grande passo na compreensão humana da revelação divina.
Que Deus ama todas as pessoas e deseja ser adorado por todas as gentes já
estava claro para os seguidores de Jesus. Mas até aquele momento se pensava
que, se um gentio quisesse seguir Jesus, deveria primeiramente converter-se ao
judaísmo para depois ter acesso à salvação.
O discurso na casa de Cornélio mostra que Pedro chegou à conclusão de
que a mensagem e obra de Jesus estão destinadas a todos sem exceção. Digna de
destaque é a afirmação de que Deus ungiu Jesus “com o Espírito Santo e com
poder”: isso significa a chegada do reino de fraternidade e paz a todos os
povos. Os milagres e exorcismos realizados sob a unção do Espírito do Cristo
ressuscitado são sinais que atestam a instauração desse reino na história. (Aíla Luzia
Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus)
Evangelho:
Mt 3,13-17 Depois de ser batizado, Jesus viu o Espírito de Deus pousando
sobre Ele
Naquele tempo, Jesus veio da Galiléia para o rio
Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João
protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Jesus,
porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir
toda a justiça!” E João concordou.
Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água.
Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e
vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho
amado, no qual eu pus o meu agrado”. -
Palavra da Salvação.
Comentário: Quando Jesus se apresentou
para ser batizado, João não só recusou-se a atendê-lo, como tentou dissuadi-lo,
por reconhecer nele o Messias esperado. Daí sua exclamação: “Sou eu que devo
ser batizado por ti, e tu vens a mim?”.
João
era procurado por toda sorte de pecadores, em busca do batismo purificador, de
modo a se prepararem para a chegada do Messias. Arrependidos, e esperançosos de
serem acolhidos por ele, uma verdadeira multidão ia até o Batista, de todas as
partes. Este impunha-lhes duras exigências de conversão. Por isso, ficou
confuso ao se deparar com Jesus, para quem seu batismo não teria nenhuma
utilidade.
O
batismo do Messias teve a finalidade de mostrar publicamente sua solidariedade
com a humanidade pecadora que viera salvar. Desde o início do seu ministério,
Jesus, na qualidade de Filho dileto de Deus, colocou-se junto do povo,
destinatário privilegiado de seu envio por parte do Pai. Sua presença no mundo
justificava-se pela preocupação divina de reconduzir toda a humanidade à
comunhão com Deus. Logo, quanto mais afastado de Deus estivesse o pecador,
tanto mais Jesus estaria interessado por ele.
Daí
ter recordado a João ser necessário “cumprir toda a justiça”. Esta expressão
referia-se ao desígnio salvador de Deus para toda a humanidade. Desígnio do
qual tanto Jesus quanto João Batista eram mediação. Naquele momento, competia a
João revelar o rosto solidário do Messias Jesus. - (Padre Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:
Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de
todos os povos.
Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas
confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos homens
em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta na
vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano
Adaptação: www.catolicoscomjesus.com

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