Liturgia Diária Comentada 11/01/2014 Sábado
Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania ou do Natal - Ofício da II Semana
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Gálatas 4,4 - Deus enviou seu Filho,
nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos.
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, pelo vosso Filho nos fizestes nova
criatura para vós. Dai-nos, pela vossa graça, participar da divindade daquele
que uniu a vós a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 1Jo 5,14-21 Sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos
Caríssimos: esta é a confiança que temos em Deus: se lhe
pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos
que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que
havíamos pedido.
Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à
morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado
cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a
respeito deste que eu digo que se deve rezar. Toda iniquidade é pecado, mas existe
pecado que não conduz à morte.
Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele
que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que
somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. Nós sabemos
que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o
Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o
Deus verdadeiro e a Vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. -
Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Com seu convite à prece confiante, João acentua uma
qualidade fundamental da oração: submeter nossa súplica ao beneplácito de Deus.
A prece do cristão deve pedir sobretudo o perdão e a salvação dos pecadores. O
Senhor quer; com efeito, "que o ímpio se converta de seu caminho e
viva" (Ez 33,11).
Totalmente
inútil pedir "para o pecado que leva à morte", próprio daquele que,
conhecida a luz, prefere as trevas, rejeita a verdade, obstina-se no mal. É o
pecado contra o Espírito Santo, de que fala Jesus, "que não terá perdão
eternamente" (Mc 3,29). A referência ao pecado evoca no apóstolo a feliz
realidade, o autêntico privilégio do cristão de "não pecar", porque "nascido
de Deus", com a condição de ser fiel à sua vocação, fugindo do mundo que
"está sob o poder do maligno".
Salmo:
149 O
Senhor ama seu povo, de verdade.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o
seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se
rejubile no seu Rei!
Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e
coroa com vitória os seus humildes.
Exultem os fiéis por sua glória, e
cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a
glória para todos os seus santos.
Evangelho:
Jo 3,22-30 O amigo do esposo
enche-se de alegria ao ouvir a voz do esposo
Naquele tempo, Jesus foi com seus discípulos para a
região da Judéia. Permaneceu aí com eles e batizava. Também João estava
batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as
pessoas e eram batizadas.
João ainda não tinha sido posto no cárcere. Alguns
discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação.
Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do
qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”.
João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa,
se não lhe for dada do céu. Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse:
‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. É o noivo que recebe a
noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir
a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele
cresça e eu diminua”. - Palavra da
Salvação.
Comentário: Os discípulos de João Batista
interpretaram a atividade messiânica de Jesus como sendo uma espécie de
concorrência ao Mestre. É como se Jesus estivesse usurpando algo próprio de
João Batista e ocupando o lugar dele.
Coube
a João Batista desfazer este mal-entendido e explicitar a relação entre ele e
Jesus. O Batista jamais se apresentara como sendo o Messias. Sua missão
consistia apenas em ser o Precursor dele. Sua relação com o Messias Jesus era
comparada à do amigo com o esposo. Alegrava-se com a presença do esposo;
dava-se por satisfeito sabendo que o Messias anunciado estava em ação e era bem
aceito pelo povo.
João
Batista partia do pressuposto de que era hora de o Messias Jesus crescer e
manifestar-se, o mais amplamente possível. Quanto a ele, João, podia dar por
concluída sua tarefa e, portanto, cair no esquecimento. Esta decisão não lhe
causava ressentimentos, porque tinha consciência de ter cumprido a sua missão.
A
humildade de João Batista encontrou correspondência na humildade de Jesus. Toda
a sua ação apontaria para o Pai e visaria fazer o Reino de Deus resplandecer na
História. - (Padre Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:
Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de
todos os povos.
Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas
confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos homens
em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta na
vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano
Adaptação: www.catolicoscomjesus.com
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