Papa Francisco: A Igreja não é um grupo de elite
Confessamos que a Igreja é católica, primeiro porque a todos
oferece a fé por completo. A Igreja nos faz encontrar a misericórdia de Deus,
que nos transforma. Nela está presente Jesus Cristo, que lhe dá a verdadeira
confissão de fé, a plenitude da vida sacramental, a autenticidade do ministério
ordenado. Na Igreja, como acontece numa família, encontramos tudo o que nos
permite crescer, amadurecer e viver como cristãos. Não se pode caminhar e
crescer sozinhos, mas sim em comunidade.
Ir à Igreja, disse o Santo Padre, não é como ir ao estádio
para ver um jogo de futebol ou ir ao cinema. É preciso nos interrogar sobre
como acolhemos os dons que a Igreja oferece: “Participo da vida da comunidade
ou me fecho nos meus problemas, isolando-me? Nesse sentido a Igreja é católica
porque é a casa de todos. Todos são filhos da Igreja.
Em segundo lugar, a Igreja é católica, porque é universal,
espalhada em todas as partes do mundo.
A Igreja não é um grupo de elite, não diz respeito somente a
algumas pessoas, a Igreja não faz restrições. Ela é enviada à totalidade do
gênero humano e está presente em todo o lado mesmo na menor das paróquias,
porque também ela é parte da Igreja universal, tem a plenitude dos dons de
Cristo, vive em comunhão com o Bispo, com o Papa e está aberta a todos sem
distinção. A igreja não está somente na sombra do nosso campanário, mas abraça
uma vastidão de pessoas, de povos que professam a mesma fé. Todos estamos em
missão, temos que abrir as nossas portas e sair para anunciar o Evangelho.
Por fim, a Igreja é católica, porque é a casa da harmonia.
Nela, se conjugam numa grande riqueza unidade e diversidade; como numa
orquestra, onde a variedade dos instrumentos não se contrapõe, assim na Igreja,
há uma variedade que se deixa harmoniosamente fundir na unidade pelo Espírito
Santo.
Esta é uma bela imagem. Não somos todos iguais e não devemos
sê-lo. Todos somos diferentes, cada um com as próprias qualidades. E esta é a
beleza da Igreja. Cada um contribui com aquilo que Jesus deu para enriquecer um
ao outro. É uma diversidade que não entra em conflito, não se contrapõe. Onde
há intriga, não há harmonia. É luta. Jamais devemos falar mal uns dos outros.
Aceitemos o outro, aceitemos que exista uma justa variedade. A uniformidade
mata a vida, os dons do Espírito Santo. Peçamos a ele que nos torne sempre mais
católicos, ou seja, universais.
Papa Francisco
Fonte: Rádio Vaticano
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante para nós.