Durante muito tempo eu me perguntava por que Deus tinha
preferências, por que todas as almas não recebiam a mesma medida de graças.
Estranhava ao vê-lo prodigalizar favores extraordinários aos
santos que o haviam ofendido, como São Paulo ou santo Agostinho, a quem
forçava, por assim dizer, a receber suas graças; e quando lia a vida daqueles santos a quem o Senhor
acariciou desde o berço até a sepultura, retirando de seu caminho todos os
obstáculos que os impedisse de se elevar até Ele e provendo essas almas com
tais benefícios para que nada lhes ofuscasse o brilho imaculado de suas vestes
batismais.


