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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pe. Almir: “O diálogo com o crucifixo”

Pe. Almir: “O diálogo com o crucifixo”

“Estive participando dos últimos dias dos festejos de Canindé, local onde acorrem devotos de São Francisco de vários lugares do Brasil, especialmente do Nordeste. Ali veio à minha memória toda a trajetória de Francisco de Assis já bastante conhecida, mas diante da referida trajetória me veio um destaque - o diálogo do santo com o crucifixo na Igrejinha de São Damião. Francisco pergunta: “Senhor, o que queres que eu faça?” o crucifixo fala: “Não vês que a minha casa está caindo? Vai e restaura!”.

O papa Emérito, na Audiência Geral das quartas-feiras, falando aos peregrinos no dia 27 de janeiro de 2010 (cf. site do Vaticano), assim se expressou sobre o assunto: “Este simples acontecimento da palavra do Senhor ouvida na Capela de São Damião esconde um simbolismo. Imediatamente São Francisco é chamado a restaurar esta pequena Igreja, mas o estado de ruínas do edifício é símbolo da situação dramática e preocupante da própria Igreja do tempo, com uma fé superficial que não forma e não transforma a vida, com um clero pouco zeloso, com o refrear-se do amor; contudo, no centro desta Igreja está o crucifixo e fala: chama à renovação, chama a um trabalho e um trabalho manual para reparar imediatamente a Igreja de São Damião, “símbolo da chamada mais profunda a renovar a própria igreja de Cristo” (grifo nosso) com a sua radicalidade de fé e com o seu entusiasmo de amor a Cristo”.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Quem quer agradar não pode ser discípulo de Jesus - Pe. Almir

Quem quer agradar não pode ser discípulo de Jesus - Pe. Almir

Com a avalanche de informações que temos hoje em dia, com a utilização de uma tecnologia altamente avançada e atraente, especialmente se pensamos na telinha e nas redes sociais, com seus aspectos extremamente positivos, mas também com seus limites, vamos encontrando cada vez mais desafios e dificuldades para que os valores evangélicos possam se impor, para que um projeto que dá sentido à vida seja internalizado pelas pessoas e no tecido social.

A sociedade é plural e aparecem muitos critérios, referências que formam ou “de” formam a opinião das pessoas, que confundem a cabeça das pessoas, mesmo aquelas que se sentem mais religiosas, que têm práticas religiosas intensas. Tudo isso, sem dúvidas, é o resultado de um período longo de cristandade que não formou os cristãos para o seguimento, para o discipulado. Parece que falta convicção de que o Evangelho é viável e acabou se tornando uma referência entre outras no mundo atual.