Liturgia Diária Comentada 01/09/2014 Segunda-feira
22ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 85,3.5 Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por
vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para
aqueles que vos invocam.
Oração do Dia: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações
o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o
que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 2,1-5
Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
Aliás, eu estive
junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. Também a minha palavra e a
minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram
uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder
de Deus e não na sabedoria dos homens. -
Palavra do Senhor.
Comentário (Missal Cotidiano):
Paulo
relembra à comunidade de Corinto sua pregação: o anúncio de Cristo
“crucificado”. Seu evangelho foi um “testemunho de Deus” (v.1), porque nele
Paulo deixou que Deus mesmo falasse e contasse seu amor por nós em Cristo.
Quando cai do rosto a máscara da sabedoria puramente formal, quando se
extinguem os refletores da ideologia ou do êxito, e as coisas aparecem em sua
simples e profunda realidade, emerge então o “poder” do Espírito (v.4). Nesse
instante o Apóstolo irradia uma força: em sua pessoa fazem os outros a
experiência do amor de Deus. Ele pode percorrer seu caminho no mundo com uma
esperança jovem, criada pelo “poder” do Espírito, e na medida que permanece
unido à fonte e dela bebe, pode também dirigir-se aos outros, aos acomodados.
Salmo:
118,97.
98. 99. 100. 101. 102 (R. 97a)
Quanto eu amo, ó
Senhor, a vossa lei!
Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!
Permaneço o dia inteiro a meditá-la.
Vossa lei me faz mais sábio que os
rivais, porque ela me acompanha eternamente.
Fiquei mais sábio do que todos os meus
mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança.
Sou mais prudente que os próprios
anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos.
De todo mau caminho afasto os passos,
para que eu siga fielmente as vossas ordens.
De vossos julgamentos não me afasto,
porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,16-30
Naquele tempo, veio Jesus à cidade de Nazaré, onde
se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e
levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo
o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está
sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos
pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a
recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da
graça do Senhor”.
Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e
sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então
começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes
de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras
cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de
José?”
Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis
o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o
que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos
digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no
tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e
houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto,
a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na
Sidônia.
E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos
em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o Sírio”. Quando
ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos.
Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o
qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício.
Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
O
texto de Isaías, lido por Jesus numa assembleia litúrgica na sinagoga de
Nazaré, possibilitou-lhe explicitar o sentido de sua presença e de sua missão,
na Terra. O profeta falava de um Ungido do Senhor, enviado com uma missão bem
precisa junto aos marginalizados deste mundo. Por meio deles, os pobres
ouviriam a Boa Nova da libertação, os angustiados seriam consolados, os presos
anistiados, os cegos voltariam a enxergar e os oprimidos ver-se-iam livres da
opressão. Estas categorias de pessoas são a síntese da humanidade sofredora,
carente de misericórdia.
Ao
anunciar que a profecia estava se cumprindo naquele momento, Jesus proclamava
que, mediante o seu ministério, iniciava-se, para os pobres, aflitos, presos,
cegos e oprimidos, o Reino da definitiva libertação. Sua missão consistia em
ser a presença libertadora do Pai junto às vítimas do egoísmo humano.
Doravante, descortinou-se para elas a possibilidade de reconquistar a dignidade
de seres humanos, e de superar a situação a que estavam relegadas.
Efetivamente,
ao longo de seu ministério, os pobres receberam de Jesus mostras de
benevolência: sentiam-se acolhidos e amados por ele. Assim, a profecia
tornava-se realidade, mas também deve continuar a ser realizada na vida dos
discípulos de Jesus. Também estes, como o Mestre, devem ser, para os pobres,
mediação da misericórdia divina.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE SETEMBRO:
Intenção Universal: Portadores
de deficiência mental - Para que os portadores de deficiência mental
recebam o amor e a ajuda que necessitam para levar uma vida digna.
Intenção para a Evangelização: Serviço aos pobres - Para que os cristãos, inspirados pela Palavra de Deus,
se comprometam com o serviço aos pobres e aos que sofrem.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
CATÓLICOS
COM JESUS: GRAÇA E PAZ
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sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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