Irmãos, considerai
vós mesmos como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios
de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. Na verdade, Deus
escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios;
Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é
forte.
Deus escolheu o que
para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia,
para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que
ninguém possa gloriar-se diante dele. É graças a ele que vós estais em Cristo
Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça,
santificação e libertação, para que, como está escrito, “quem se gloria,
glorie-se no Senhor”. - Palavra do
Senhor.
Salmo:
32,12-13.
18-19. 20-21 (R. Cf. 12b)
Feliz o povo que o
Senhor escolheu por sua herança!
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a
nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele
se inclina para olhar todos os homens.
Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que
o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas
vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.
No Senhor nós esperamos confiantes,
porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele,
seu santo nome é nossa única esperança.
Evangelho:
Mt 25,14-30
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta
parábola: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes
entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro,
um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou.
O empregado que havia recebido cinco talentos saiu
logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia
recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só saiu,
cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito
tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados.
O empregado que havia recebido cinco talentos
entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos.
Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e
fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito
mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois
talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais
dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste
fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar
da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e
disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e
ceifas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no
chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e
preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não
semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar,
eu recebesse com juros o que me pertence’.
Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento
e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá
em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a
este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de
dentes!’” - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
três servos, aos quais o senhor confiou uma certa soma de dinheiro, servem para
ilustrar dois diferentes tipos de discípulos, com relação aos dons que
receberam de Deus.
Os
dois primeiros representam os discípulos que se servem do tempo presente para
viver intensamente o amor e a justiça. Incansavelmente procuram praticar o bem,
fazendo crescer os laços que os unem a Deus. A fidelidade ao Pai impede-os de
cruzar os braços e viver na inatividade. Existe sempre algo de bom a ser
realizado.
O
terceiro servo, medroso e ocioso, contrasta com os dois primeiros, corajosos e
operosos. Seu modo de agir é uma alusão ao comportamento dos discípulos que,
embora não façam nada de errado, são incapazes de um gesto grandioso de
solidariedade, ou de jogar-se de corpo e alma na causa da justiça. São os que
pensam ter observado com fidelidade os mandamentos, só porque os cumpriram,
ponto por ponto, embora não pratiquem o que é mais fundamental: a misericórdia,
o amor e a justiça. Vivendo uma vida mesquinha e sem relevância, tais
discípulos vegetam espiritualmente. Eles se conservam distantes dos grandes
desafios da humanidade, especialmente dos pobres e dos sofredores. E pensam que
a realização de um punhado de normas seja suficiente para colocá-los em dia com
as exigências do Reino.
O
castigo aplicado ao servo inútil não deixa margem para dúvidas. É hora de agir!
Liturgia
Diária Comentada 30/08/2014 Sábado

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