Tudo tem seu tempo.
Há um momento oportuno para tudo o que acontece debaixo do céu. Tempo de nascer
e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. Tempo de matar
e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar e
tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar.
Tempo de atirar
pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de separar. Tempo de
buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. Tempo de rasgar
e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. Tempo de amar e tempo de
odiar; tempo de guerra e tempo de paz.
Que proveito tira o
trabalhador de seu esforço? Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para
que nela se ocupassem. As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno.
Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega
a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): A todo custo, o homem tenta
dominar a vida, que lhe escapa numa série de tempos diferentes. Só Deus tem a
visão do conjunto da vida. Só ele conhece de antemão todos os momentos. O homem
anseia pela plenitude e deseja realiza-la. Isso, porém, fica limitado aos
momentos que para ele são todos incertos. Cabe-lhe então aceitar o momento
presente como dom de Deus, e ter discernimento para fazer a coisa certa no
momento certo. Há um matiz importante, até decisivo, nesta enumeração de
contrastes: só a metade das ocupações humanas é sinistra.
A
conclusão é que o desígnio de Deus é verdadeiramente incompreensível. O homem
tem apenas a certeza de que a uma ação sucederá seu contrário. O homem não é
senhor do instante em que se opera o revezamento da situação. Não domina a
alternativa que vai ritmando o tempo. Esta verificação é um apelo desesperado.
Sim, o tempo passa, mas esse incessante desaparecer do tempo não é apenas
morte. É também nascimento.
O
homem arranca-se a cada instante do presente. Mas esta necessidade não é
puramente negativa, já é experimentar o poderoso apelo de Deus. Isso quer dizer
que o instante sucessivo não o recebemos somente da vida, mas de uma vida em
que Deus entrou. A Eucaristia faz-nos participar no mistério de Deus que se
inseriu na nossa história. Sobre isso se fundamenta nossa libertação e alegria.
Salmo:
143,1a.2abc.
3-4 (R. 1a)
Bendito seja o
Senhor, meu rochedo!
Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele
é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo. É meu escudo: é nele
que espero.
Que é o homem, Senhor, para vós? Por que
dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é
o homem, os seus dias são sombra que passa.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,18-22
Aconteceu que Jesus estava rezando num lugar
retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem
diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista;
outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que
ressuscitou”.
Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu
sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Mas Jesus proibiu-lhes severamente
que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer
muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei,
deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. - Palavra da Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): A experiência de contato com Jesus permitia aos discípulos formarem uma
ideia a respeito dele. Suas palavras e seus gestos revelavam sua identidade. O
senhorio de Deus em sua vida ficava patente na consciência de ser o Filho,
enviado para falar as palavras do Pai e realizar suas obras. As dimensões do
poder que lhe fora conferido podiam ser percebidas nos milagres e prodígios que
realizava. Sua liberdade interior evidenciava-se na insubmissão a certos
costumes e tradições, absolutizados por algumas facções religiosas da época.
Sua visão de sociedade manifestava-se no trato acolhedor dispensado às pessoas
vítimas da marginalização, na solidariedade com os sofredores, na sensibilidade
diante das injustiças, no serviço à restauração da vida. Tudo isto tinha como
eixo o Reino de Deus, anunciado e implementado por ele.
Quando
Jesus dirigiu a seus discípulos a pergunta "quem sou eu?", eles já
possuíam elementos para formular uma resposta correta, diferente daquela
corrente no meio popular. A resposta de Pedro, em nome do grupo, resumia a
opinião de todos os discípulos. E Jesus confirmou a resposta dada.
Entretanto,
viu-se na obrigação de oferecer um esclarecimento. O Messias estava destinado a
sofrer muito, ser vítima de rejeição, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar.
Que os discípulos contassem com isto!
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
26/09/2014 Sexta-feira 25ª Semana Comum
O demônio não suporta que os
esposos se amem
Novena de São Miguel Arcanjo –
21 a 29 de Setembro
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