A Palavra de Deus é
comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. Não acrescentes nada
às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso!
Duas coisas eu te
pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: afasta de mim a falsidade e a
mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é
necessário. Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “quem é o Senhor?”
Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus. - Palavra do Senhor.
Comentário (deusunico.com): Breve coleção atribuída ao
estrangeiro Agur. O homem simples se admira com o mistério do universo, e
principalmente com a injustiça social que massacra os pobres. Este texto nos
mostra que devemos ser autênticos, solidários e honestos. Que devemos pedir a
Deus somente o necessário para vivermos com dignidade, e, Deus em sua
misericórdia, sabe o que nós precisamos, mesmo, antes de pedirmos, pois, Ele
conhece o nosso íntimo.
O
homem deve acolher com respeito a palavra de Deus; sua "pureza" é tal
que não deve ser alterada com interpretações ou epítetos "pessoais".
As escolas rabínicas eram por demais inclinadas às "interpretações".
Nós também devemos guardar-nos de acomodações, de aplicações à vontade.
A
palavra de Deus é "purificada", isto é, livre de escórias; é palavra
santa, e só quem é vigilante e atento para com Deus pode captá-la e obter dela
a graça de salvação. É um bem de tal natureza, que leva a pedir com humildade
um coração reto, sincero e livre de preocupações pela vida: pouco é necessário,
o mais é nocivo. O demais e o demasiado pouco, afastam de Deus. Não é louvável
pedir a mediocridade, e sim a liberdade, libertação da opulência e da
indigência, liberdade de aderir a Deus, não impedidos por coisa alguma, a fim
de reconhecê-lo como Senhor e Santo.
Salmo:
118
(119),29. 72. 89. 101. 104. 163 (R. 105a)
Vossa palavra é uma
luz para os meus passos!
Afastai-me do caminho da mentira e
dai-me a vossa lei quanto um presente!
A lei de vossa boca, para mim, vale mais
do que milhões em ouro e prata.
É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é
tão firme e estável quanto o céu.
De todo mau caminho afasto os passos,
para que eu siga fielmente as vossas ordens.
De vossa lei eu recebi inteligência, por
isso odeio os caminhos da mentira.
Eu odeio e detesto a falsidade, porém
amo vossas leis e mandamentos!
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 9,1-6
Naquele tempo, Jesus convocou os Doze, deu-lhes
poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, e enviou-os a
proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: “Não leveis nada
para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas
túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de
novo.
Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes
daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. Os
discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo
curas em todos os lugares. - Palavra da
Salvação.
Comentário (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta): A missão dos discípulos estava em estreita conexão com a pessoa e a
missão de Jesus. Foi ele quem escolheu os doze apóstolos, entre as pessoas que
o seguiam. Confiou-lhes o mesmo poder e a mesma autoridade que ele mesmo recebera
do Pai. Deu-lhes como missão proclamar o Reino de Deus e curar os doentes, como
ele mesmo fazia.
As
instruções dadas aos discípulos, para o bom desempenho da missão, correspondiam
àquelas pelas quais Jesus pautava o seu ministério. Este era exercido na
pobreza. Em momento algum, o Mestre pretendeu impor-se pela força da riqueza e
do poder. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Dependia da caridade alheia, em
suas andanças. Sabia ter um trato fraterno com as pessoas que o acolhiam e aos
seus discípulos. A família de Maria, Marta e Lázaro era uma das casas onde ele
se sentia entre irmãos.
Também
fez a dura experiência de rejeição. Tanto pessoas, como os mestres da Lei e os
fariseus, quanto cidades inteiras, como Corozaim, Betsaida, Cafarnaum, Jerusalém,
recusaram-se a lhe dar ouvido. Contudo, a atitude hostil dos habitantes dessas
cidades não o dispensava de seguir adiante para cumprir a missão recebida do
Pai. Pelo contrário, ia de aldeia em aldeia, proclamando a Boa Nova do Reino.
Cabe
ao discípulo seguir pela trilha aberta pelo Mestre, sem se iludir, pensando ter
um fim diferente. A cruz também o espera.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
24/09/2014 Quarta-feira 25ª Semana Comum
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pertencemos à Igreja - Catequeses sobre a Igreja
Novena de São Miguel Arcanjo –
21 a 29 de Setembro
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