Primeira
Leitura: 2Cr 24,17-25 Mataram Zacarias no pátio do templo do Senhor.(Cf.Mt
23,35)
Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram
prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar
por eles. Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus
pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a
ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime. O Senhor mandou-lhes
profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes
protestassem, não lhe queriam dar ouvidos.
Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do
sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por
que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito.
Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”. Eles, porém,
conspiraram contra Zacarias e mataram-no a pedradas por ordem do rei, no pátio
do templo do Senhor.
O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta,
lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor
veja e faça justiça!” Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra
Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a
presa de guerra ao rei de Damasco. Na verdade, o exército da Síria veio com
poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque
Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram
justiça contra Joás. Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo,
seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e
mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não
no sepulcro dos reis. - Palavra do Senhor.
Comentário: “Comunicaram a própria
mensagem, mas não foram ouvidos” (V. 19). Multiplicam-se os estudos sobre a
comunicação, enquanto a arte e outras expressões falam de incomunicabilidades,
solidão, hermetismo. A comunicação profética foge certamente à classificação
ordinária, porque é ligada à vida.
A
situação apresentada na leitura de hoje repete-se frequentemente. Surgem
obstáculos que impedem a apresentação da mensagem. Então a própria existência
do anunciador torna-se profecia. É a comunicação da cruz, em que se paga com a
pessoa. Nossos meios de comunicação de massa nos habituaram a uma restrita
aplicação do vocábulo “profeta”.
Mas o
Concílio nos lembra: “Cristo, o grande profeta... exerce seu múnus profético
não só através da hierarquia, mas ainda por meio dos leigos, aos quais por isso
constituiu suas testemunhas”. Pesada herança, especialmente nos tempos que
corre. Tentamos às vezes fugir a ela, descarregando a responsabilidade nos
chamados “profissionais” do anúncio: padres, religiosos, catequistas.
Salmo:
88,4-5.
29-30. 31-32. 33-34 (R.29a) Guardarei eternamente para ele a minha graça!
“Eu firmei uma Aliança com meu servo,
meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu
trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
Guardarei eternamente para ele a minha
graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. Pelos séculos sem fim
conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de
durar”.
“Se seus filhos, porventura, abandonarem
minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem
minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos:
Eu então, castigarei os seus crimes com
a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de
retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes
fiz.
Evangelho:
Mt 6,24-34 Não vos preocupeis com o dia de amanhã
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou
será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao
dinheiro. Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis
de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a
vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa?
Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não
colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os
alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? Quem de vós pode prolongar a
duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? E por que
ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não
trabalham nem fiam. Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua
glória, jamais se vestiu como um deles.
Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje
existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de
pouca fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos
beber? Como vamos nos vestir? Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai,
que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. Pelo contrário, buscai em
primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão
dadas por acréscimo. Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o
dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios
problemas”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta): Nada mais contrário à espiritualidade do Sermão da Montanha do que a
ansiedade por causa da sobrevivência pessoal, em termos de satisfação das
necessidades materiais. A preocupação exagerada em relação aos bens deste mundo
revela que a opção fundamental do discípulo do Reino está alicerçada na própria
segurança e nos esforços humanos para consegui-la, e não em Deus. Quem orienta
sua vida pela busca do Reino de Deus e sua justiça, não tem por que deixar-se
dominar pela avidez de bens materiais. O olhar do discípulo centra-se no que é
essencial. O resto vem-lhe por acréscimo.
Numa
sociedade como a nossa, em que somos pressionados a consumir e acumular para
garantir o nosso futuro, e na qual se exalta o valor do trabalho, da produção e
da planificação, é desafiador por em prática este ensinamento de Jesus. Muitos
irão considerá-lo utópico e impraticável. Outros acharão que seus destinatários
são um pequeno grupo de pessoas especiais, capazes de se manterem radicalmente
livres diante do consumismo moderno. Outros, ainda, o tomarão como fundamento
de uma religião ecológica, baseada num estilo de vida espontâneo, sem
preocupações.
Nada
disto corresponde ao pensamento de Jesus. Seu esforço concentrou-se em levar os
discípulos a terem confiança total em Deus e na sua providência. Esta será a
opção orientadora de suas vidas, eles saberão como colocá-la em prática.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia
Diária Comentada 21/06/2014 Sábado
O
fracasso
Toda
vez que eu penso em Deus - Padre Zezinho, scj
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Fique com Deus e
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
e nessa sociedade falida em que vivemos ,buscando cada dia mais coisas materiais , com a desculpa de que queremos dar pra nossos filhos mais conforto , não temos tempo para aquilo que fomos chamados. conduzir nossos filhos no caminho que é Jesus. estamos perdendo nossos próprios filhos para as drogas e para a violência. e o pior ; temos conciençia de que isto nos sera cobrado um dia . que Deus nos ajude e tenha piedade de nós.
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