O mês de maio, além de dedicado às mães da terra, também é
dedicado à Mãe do Céu. É por isso que, entre os católicos, maio é conhecido
como o mês de Maria. Colaboram para isso as várias festividades marianas que
são próprias deste tempo, tais como Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do
Caravagio, Nossa Senhora Auxiliadora e Nossa Senhora da visitação.
Na Diocese de Santa Cruz do Sul, sempre que acontece o
velório da mãe ou do pai de um padre, os colegas marcam presença em grande
número. Nestas horas o altar fica rodeado por bispos e sacerdotes, que são a
segunda família do padre.
Por que os padres
fazem isso?
Em primeiro lugar, evidentemente, para prestar sua
solidariedade ao colega presbítero que perdeu um ente querido. Mas também
porque entre os padres existe a convicção de que “a mãe de um colega” é também
mãe de todos os padres, portanto, mãe sacerdotal. É lógico que a forma da
maternidade é diferente para o colega que foi gerado no ventre daquela mãe e os
colegas que a adotaram por mãe a partir do presbitério. Mas ela sempre será
mãe, independente de ter gerado o filho ou ter sido adotada por mãe. Algo
parecido, aliás, acontece no casamento, quando a mãe da esposa também passa a
ser tratada como uma segunda mãe para o esposo.
Maria Santíssima foi a mãe carnal de Jesus de Nazaré. Na
hora da cruz, Jesus entregou esta mãe para o apóstolo João, que era seu
discípulo mais querido. A partir daí, Maria Santíssima passou a ser tratada
pelas primeiras comunidades cristãs com aquele mesmo amor que Jesus devotava à
mãe. Em outros termos, por ser a mãe de Jesus, Maria passou a ser vista como a
mãe de todos os cristãos. É o que escreveu o Papa Francisco na Encíclica Lumen
Fidei (n.59): “A verdadeira maternidade de Maria garantiu, ao Filho de Deus,
uma verdadeira carne na qual morrerá na cruz e ressuscitará dos mortos. Maria o
acompanha até a cruz, donde a sua maternidade se estenderá a todo o discípulo
de seu Filho”.
Como católicos, temos orgulho em dizer que Maria, além de
mãe do Filho de Deus, também é mãe de todos nós, ou seja, é mãe de todos
aqueles que se reconhecem filhos de Deus em Jesus de Nazaré. Maria é mãe de
Jesus, é mãe da Igreja e é nossa mãe. Por isso sentimos dor no coração quando
irmãos nossos menosprezam a ela, chegando ao ponto de quebrar as suas imagens.
Maria, a exemplo das nossas mães terrenas, nos protege como
filhos e nos auxilia quando passamos por dificuldades. Por isso dedicamos o mês
de maio a ela, prestando-lhe as nossas homenagens. Ao mesmo tempo, junto com o
Papa, pedimos: “Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz
no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele
dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor." (LF n.
60).
Dom Canísio Klaus
Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul (RS)
Fonte: CNBB

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