A multidão dos
fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as
coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais
de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os
fiéis eram estimados por todos.
Entre eles ninguém
passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas,
levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era
distribuído conforme a necessidade de cada um. José, chamado pelos apóstolos de
Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, possuía
um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Lucas nos deu, mais que a fotografia da
situação real, o projeto divino, o modelo ideal em que a Igreja se deve mirar e
ao qual referir-se de contínuo. A Igreja que nasce da escuta da Palavra é a
comunhão, a prece, a catequese apostólica, o partir do pão.
Na
passagem de hoje, Lucas nos apresenta sobretudo, a comunhão fraternal (que vai
até a partilha dos bens) e a importância dos apóstolos nessa comunidade: eles é
que exercem o ofício da pregação e presidem à atividade caritativa. A Igreja
não é uma organização burocrática governada pelo princípio da eficiência, em
que vigoram relações meramente funcionais. É uma comum idade de pessoas, que
não nasce da carne e do sangue, mas do Espírito, e tende a exprimir-se no sinal
da comunhão dos bens. Realiza-se este sinal de modo diverso
segundo os tempos e as vocações; sem este sinal, porém, não existe Igreja.
Salmo:
Sl 92,
1ab. 1c-2. 5 (R.1a) Reina o
Senhor, revestiu-se de esplendor.
Deus é Rei e se vestiu de majestade,
revestiu-se de poder e de esplendor!
Vós firmastes o universo inabalável, vós
firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Verdadeiros são os vossos testemunhos,
refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
Evangelho:
Jo 3,7b-15 Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que
desceu do céu, o Filho do Homem.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: "Vós
deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que
nasceu do Espírito".
Nicodemos perguntou: "Como é que isso pode
acontecer?"
Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, mas
não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que
sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o
nosso testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como
acreditareis se vos falar das coisas do céu?
E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu
do céu, o Filho do homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no
deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos
os que nele crerem tenham a vida eterna. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Ao exortar Nicodemos sobre a
necessidade de nascer de novo, Jesus apontou o ação do Espírito como dinamismo
deste renascimento. É o Espírito quem leva a pessoa a superar os esquemas da
vida, segundo a carne, e a assumir um projeto de vida centrado na vontade de
Deus. Arranca-a das malhas do egoísmo, e a coloca no terreno firme do amor.
Abre-lhe os horizontes, apresentando-lhe a carência dos pobres e sofredores
como campo de serviço. Liberta-a dos interesses mesquinhos, levando-a a
confrontar-se com ideais elevados, realmente capazes de trazer felicidade e
realização pessoal.
O sopro incontrolável do vento
serviu de comparação para revelar a liberdade de ação de quem é movido pelo
Espírito. Como não se pode segurar determinar o rumo, exercer controle sobre o
vento, o mesmo se dá com a pessoa que nasce do Espírito. Sua capacidade de
fazer o bem se torna ilimitada. Nada a detém quando se trata de demonstrar, com
gestos concretos, o amor ao semelhante. O amor que traz dentro de si
permite-lhe expressar, de maneira criativa, sua solidariedade. Tudo, em sua
vida, torna-se novo, pois o Espírito não lhe permite cair na rotina e na
inatividade, características de quem perdeu a razão de viver.
A ressurreição de Jesus é um
convite a nascer de novo. O Ressuscitado é quem nos concede o Espírito
necessário para este renascer.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada 29/04/2014
Santa Catarina de Sena - Doutora da
Igreja
Oração a Santa Catarina de Sena
Ladainha de Santa Catarina de Sena
Cartas de Santo Inácio de Antioquia
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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