Apascenta o teu
povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes
dispersos pela mata e pelos campos cultivados. E, como nos dias em que nos
fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. Qual Deus existe, como tu,
que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua
propriedade?
Ele não guarda
rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. Voltará a compadecer-se de nós,
esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados.
Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a
nossos pais, desde tempos remotos. -
Palavra do Senhor.
Salmo:
102, 1-2.
3-4. 9-10. 11-12 (R. 8a) O
Senhor é indulgente e favorável.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo
o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de
nenhum de seus favores!
Pois ele te perdoa toda culpa, e cura
toda sua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e
compaixão;
Não fica sempre repetindo as suas
queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas
faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
Quanto os céus por sobre a terra se
elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do
poente, tanto afasta para longe nossos crimes.
Evangelho:
Lc 15,1-3.11-32 Este teu irmão estava morto e tornou a viver.
Naquele tempo: Os publicanos e pecadores aproximaram-se de
Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus:
“Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus
contou-lhes esta parábola:
Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai:
‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre
eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para
um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando
tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou
a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o
mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queira matar a fome com a
comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm
pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’. Vou-me embora, vou voltar para
meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser
chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e
voltou para seu pai.
Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu
compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. O filho,
então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser
chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor
túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos
pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este
meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E
começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de
casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou
o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai
matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e
não queria entrar.
O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao
pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem
tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando
chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o
novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e
tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu
irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta): A consciência do pecado vem
acompanhada do sentimento de vergonha em relação a Deus. A revolta contra o seu
amor misericordioso parece não se justificar. Junto com a vergonha vem o
sentimento de ingratidão. E o pecador reconhece ser uma loucura o ter-se
afastado do Pai.
Sua reação costumeira: duvidar
de que possa ser perdoado. Em outros termos, duvidar que Deus esteja disposto a
perdoar, devido à magnitude do pecado cometido.
O Evangelho aconselha,
firmemente, o pecador a voltar para o Pai, cujo rosto, revelado por Jesus, é um
incentivo à essa volta confiante. Deus quer ter junto de si todos os seus filhos.
E está sempre disposto a esquecer o passado, pois confia que, no futuro, tudo
será melhor. Não coloca limites para o perdão, nem faz distinção entre faltas
perdoáveis e faltas imperdoáveis. Tudo pode ser perdoado, quando o pecador se
predispõe a voltar. Alegra-se, sobremaneira, com a volta de um filho pecador,
pois é como se este estivesse ressuscitando, depois de experimentar a morte.
Não considera o pecador como pessoa de segunda categoria, só porque se desviou
do bom caminho.
Vale a pena confiar no amor misericordioso de Deus Pai.
Vale a pena confiar no amor misericordioso de Deus Pai.
Leia na íntegra:
Liturgia
Diária Comentada 22/03/2014
Na
presença de Deus – Mahatma Gandhi
São
Francisco, quarenta dias de jejum
Sacramento
da Penitência e da Reconciliação

Quero agradecê-los pela oportunidade a mim dada, de acompanhar a leitura do Evangelho diário e seus belíssimos comentários, além de todos os outros assuntos que me enriquecem e alimentam o corpo e a alma. Obrigada pela linda e abençoada Página Cristã. Parabéns a todos os envolvidos, com as bençãos do Espírito Santo.
ResponderExcluirM.Inês Oms
Campinas/SP