Oração do Angelus: "Construir uma sociedade mais justa
e solidária"!
Após a celebração Eucarística, o Papa Francisco deixou a
Basílica Vaticana e se dirigiu à janela da terceira loggia do Palácio
Apostólico para rezar a oração do Ângelus com os milhares de fiéis, que
superlotavam a Praça São Pedro.
Em sua primeira alocução mariana do ano, o Santo Padre
dirigiu a todos as suas felicitações de paz e bem. Os seus augúrios são os
mesmos da Igreja: são augúrios cristãos para que reine a paz, a justiça, a
liberdade e o amor entre os povos.
A seguir, o Papa recordou o Dia Mundial da Paz, que tem como
tema “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz” e explicou:
“Na sua base há a convicção de que nós todos somos filhos do
único Pai, fazemos parte da família humana e partilhamos o mesmo destino. Disso
deriva a responsabilidade de cada um de atuar, para que o mundo se torne uma
verdadeira comunidade de irmãos, que se respeitam e aceitam as diversidades e
cuidam uns dos outros. Somos chamados a dar-nos conta das violências e
injustiças em muitas partes do mundo, que não nos podem deixar indiferentes e
imóveis. Todos nós devemos construir uma sociedade mais justa e solidária”.
A seguir, o Santo Padre disse que, no primeiro dia do ano,
em todas as partes do mundo, os cristãos elevam suas orações para pedir ao
Senhor o dom da paz e a força para levá-la a todos os ambientes. Mas, a paz
requer também a força da mansidão, da não-violência, da verdade e do amor.
Aqui, o Papa insistiu dizendo que “a paz começa em nossas casas. A justiça e a
paz começam entre nós, em nossas famílias, para depois chegar a toda a
humanidade”. Por fim, exortou:
“Nas mãos de Maria, Mãe do Redentor, coloquemos, com
confiança filial, as nossas esperanças. Confiemos a ela o grito de paz das
populações oprimidas pelas guerras e as violências, para que a coragem do
diálogo e da reconciliação prevaleça sobre as tentações de vingança, de
prepotência, de corrupção”.
O Papa concluiu a oração mariana, convidando exortando os
fiéis a pedirem a Nossa Senhora “para que o Evangelho da fraternidade,
anunciado e testemunhado pela Igreja, possa falar às consciências e abater os
muros, que impedem aos inimigos de se reconhecer cristãos”.
Fonte: News.va
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