Liturgia Diária Comentada 10/01/2014 Sexta-feira
Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania ou do Natal - Ofício da II Semana
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Salmo 111,4 - Para os retos de coração
surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso
Oração do Dia: Ó Deus todo-poderoso, que o Natal do salvador do mundo,
manifestado pela luz da estrela, sempre refulja e cresça em nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 1Jo 5,5-13 O Espírito,
a água e o sangue
Caríssimos: quem é o vencedor do mundo, senão aquele
que crê que Jesus é o Filho de Deus? Este é o que veio pela água e pelo sangue:
Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o
Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade.
Assim, são três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue;
e os três são unânimes. Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de
Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito
de seu Filho.
Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro
de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no
testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o testemunho é este: Deus
nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida;
quem não tem o Filho não tem a vida. Eu vos escrevo estas coisas a vós que
acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida
eterna. -
Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: O batismo de Jesus nas águas
do Jordão e sua morte na cruz são a prova de sua messianidade. A presença de
Cristo é continuamente atualizada nos sacramentos da Igreja, particularmente na
água do Batismo que nos introduz na Igreja e nos comunica a vida divina, e na
Eucaristia, carne e sangue de Cristo, que é "fonte e ápice da vida
cristã".
O
Espírito, dom do Pai e do Filho, completa a obra de salvação: "Com o dom
do Espírito, todo homem atinge, na fé, a contemplação e o gosto do mistério do
plano da salvação". Do Batismo à Eucaristia, consagrados pelo Espírito
Santo que habita em nós (1 Cor 3,16), é este o nosso itinerário para a fé e o
mistério de Cristo, a fim de realizar nossa santificação e dedicar-nos à
salvação de nossos irmãos.
Salmo:
147 Glorifica
o Senhor, Jerusalém!
Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião,
canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os
teus filhos em teu seio abençoou.
A paz em teus limites garantiu e te dá
como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra e a palavra
que ele diz corre veloz.
Anuncia a Jacó sua palavra, seus
preceitos, suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro
revelou os seus preceitos.
Evangelho:
Lc 5,12-16
Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí
um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se
queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e
disse: “Eu quero, fica purificado”. E imediatamente, a lepra o deixou.
E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém.
Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés
como prova de tua cura”. Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas
multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele,
porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. - Palavra da Salvação.
Comentário: A cura do leproso ilustra a
ação do Messias Jesus, em conformidade com o discurso programático, proclamado
na sinagoga de Nazaré. Este enfermo era a imagem viva da mais total pobreza.
Excluído da convivência humana, perambulava errante, em busca de misericórdia.
Sua imundície repugnante tornava irremediável sua exclusão.
A
presença de Jesus na vida do leproso reverteu o quadro de sua situação. O
Mestre não fugiu dele, temendo ser contaminado. Antes, permitiu ao homem
aproximar-se. Este, num gesto de profunda humildade, prostrou-se diante de
Jesus, com a face por terra, num gesto típico de adoração. Ao chamá-lo de
Senhor, o leproso fez uma confissão de fé, reconhecendo Jesus como Messias de
Deus.
Jesus
fez um gesto inusitado, quando tocou o leproso para curá-lo, pois os leprosos
jamais deveriam ser tocados, uma vez que transmitiam impureza. Com Jesus,
porém, o processo foi inverso: não foi o leproso quem transmitiu impureza para
Jesus, e sim, Jesus foi quem purificou o leproso, curando-o de sua enfermidade.
Desta forma, a dignidade daquele homem foi restaurada, porque voltou a ser
integrado no convívio social e religioso, como também, começou a partilhar da
vida que o Reino anunciado por Jesus fazia jorrar para a humanidade. E, assim,
a identidade messiânica de Jesus revelava-se e se tornava conhecida. - (Padre Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:
Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de
todos os povos.
Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas
confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos
homens em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta
na vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das vestes
litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano
Adaptação: www.catolicoscomjesus.com

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