Liturgia Diária Comentada 09/01/2014 Quinta-feira
Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania ou do Natal - Ofício da II Semana
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: I João 1,1 - No princípio e antes dos
séculos o Verbo era Deus e dignou-se nascer para salvar o mundo.
Oração do Dia: Ó Deus, pelo nascimento de vosso Filho, a aurora do vosso dia
eterno despontou sobre todas as nações. Concedei ao vosso povo conhecer a
fulgurante glória do seu redentor e por ele chegar à luz que não se extingue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 1Jo 4,19-5,4 Aquele
que ama a Deus, ame também o seu irmão
Caríssimos: quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos
amou primeiro. Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas, entretanto odeia o seu
irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá
amar a Deus, a quem não vê.
E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus,
ame também o seu irmão. Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e
quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu.
Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a
Deus e guardamos os seus mandamentos. Pois isto é amar a Deus: observar os seus
mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de
Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. -
Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Amar a Deus quer dizer
colocar-se na perspectiva de Deus, que ama todo ser criado e não hesitou
em sacrificar o Filho unigênito para a salvação de todos os homens. Viver para
os outros, dar-se; sacrificar-se pelo bem deles é "viver como Deus",
é fazer aquilo que Jesus, vivo em todo cristão, quer que façamos.
Hoje
é, portanto urgente para todos "a obrigação de nos tornarmos generosamente
próximos de todo homem e de servi-lo eficazmente quando se apresenta a nós,
quer seja o ancião abandonado por todos, quer o trabalhador estrangeiro,
desprezado sem razão, quer o exilado, ou criança nascida de união ilegítima..."
Não
podemos crer ser verdadeiros "filhos de Deus" se não nos sentimos
irmãos de cada homem. Esta fé não só anima nossa caridade em sua múltipla
atividade, mas torna-se uma força gigantesca na luta contra toda afronta,
intolerância, injustiça, violência, contra todo transbordamento de egoísmo,
prepotência, ódio, que ainda hoje dominam no mundo.
Salmo:
71 (72) As
nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo,
com equidade ele julgue os vossos pobres.
Há de livrá-los da violência e opressão,
pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem
cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia.
Seja bendito o seu nome para sempre! E
que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as
gentes cantarão o seu louvor!
Evangelho:
Lc 4,14-22a Hoje se cumpriu esta palavra da Escritura
Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a
força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava
nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré onde se tinha
criado. Conforme seu costume entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para
fazer a leitura.
Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o
livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está
sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos
pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a
recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da
graça do Senhor”.
Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e
sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então
começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes
de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras
cheias de encanto que saíam da sua boca. -
Palavra da Salvação.
Comentário: A profecia de Isaías, lida na
sinagoga de Nazaré, pode ser tomada como o discurso programático das atividades
de Jesus e como expressão da consciência que ele tinha da sua vocação e missão.
A
evocação do Ungido do Senhor aponta para a origem de Jesus e de sua missão. Seu
messianismo tinha origem no Pai, de quem provinha uma tarefa precisa, a ser
realizada em favor da humanidade. Foi ele Pai quem o constituiu Messias e lhe
conferiu poderes para fazer o Reino acontecer na história humana.
O
elenco de atividades do Messias anunciado pelo profeta corresponde ao conjunto
das ações de Jesus. Tudo quando fez, consistiu em reavivar a esperança no
coração dos pobres. Estes eram as principais vítimas do anti-Reino, por seu
sistema de exclusão e de opressão. Por isso, o senhorio de Deus, experimentado
por Jesus em sua própria vida, deveria ser estendido, em primeiro lugar, aos
pobres. Pela ação de Jesus, os feridos pela injustiça seriam curados; os
prisioneiros do pecado e do egoísmo recuperariam a liberdade, convertendo-se ao
amor. A cegueira, que impede as pessoas de descobrirem os caminhos de Deus,
seria superada. Aos massacrados pela opressão, seria proclamada a libertação.
Enfim, para todos, seria oferecida a possibilidade de restaurar sua amizade com
Deus. A atividade de Jesus, portanto, foi a realização das antigas profecias. - (Padre Jaldemir Vitório)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:
Geral – Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de
todos os povos.
Missionária – Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas
confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos homens
em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta na
vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira
ao sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano
Adaptação: www.catolicoscomjesus.com

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