sábado, 21 de dezembro de 2013

Evangelho do dia 21.12.2013 Lc 1,39-45 Bendita és tu entre as mulheres

Primeira Leitura: Cântico dos Cânticos 2,8-14 Eis o meu amado que vem saltando pelos montes.
É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades.

O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem!

Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”. - Palavra do Senhor. 

Comentando a Liturgia: “Deus criou o mundo e o movimenta com o único fito de fazer santos.” No dia em que a terra cessasse de dar a Deus o que ele procura, estaria finda a sua história. O homem deve empenhar-se em abrir a alma e acolher com total atenção e amor o amor que Deus vota a cada um. Quando está assim preparado para ouvir a Deus, para dar-lhe o que ele busca, sente a sua voz: “Ergue-te...”, sacode o torpor do inverno, não fiques inerte.

O convite aguarda uma resposta, um olhar terno e suave, como sinal de absoluta confiança. A voz do Amado não é de um estranho, com quem nada se tem em comum e que não suscita simpatia alguma; é a do meu melhor amigo, até mesmo do amor de minha alma. Para poder tomar a estrada a percorrer na vida, cumpre deixar falar o Senhor. Façamos silêncio, se queremos ouvir no íntimo a sua voz.

Salmo: 32 (33) 2-3. 11-12. 20-21 (R. 1a.3a) Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo!
Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!

Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança.

No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.

Evangelho: Lc 1,39-45 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. “Bem-aventurada àquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. - Palavra da Salvação.

Comentário: A visita de Maria a Isabel revelou traços importantes da personalidade da mãe do Messias Jesus. Ao levantar-se e ir às pressas até a Judeia, para servir a uma parenta necessitada de sua ajuda, Maria demonstrou sua disponibilidade para servir, sem interpor nenhum obstáculo: viagem longa, caminho perigoso, sua gravidez. Muito menos, julgou que a condição de mãe do Messias a colocava numa situação de superioridade. Com toda simplicidade, ela se pôs a caminho, para servir.

A saudação de Isabel sublinhou o quanto Maria era querida por Deus. Era uma mulher abençoada e trazia, no ventre, um ser igualmente abençoado. Por conseguinte, portadora e penhor de bênçãos. Donde a alegria de João Batista, ainda no ventre materno, quando do encontro com a mãe de Jesus. Esta era bem-aventurada, sobretudo por ser mulher de fé, capaz de acreditar no cumprimento de tudo o que lhe fora dito da parte do Senhor.


As palavras de Isabel foram inspiradas. Explicitaram, perfeitamente bem, o que se passava com Maria. Talvez, a própria mãe de Jesus não compreendesse as reais dimensões de sua relação com Deus. Sua simplicidade a impedia de se ter em grande conta. Sua condição de mãe do Senhor não mudou a ideia que fazia de si mesma. A servidora de Deus estava ali para servir à parenta necessitada. Uma coisa implicava a outra. - (Padre Jaldemir Vitório)

LEIA A LITURGIA NA ÍNTEGRA

LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 21/12/2013

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