LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 02/11/2013
Evangelho: Jo 6,37-40 Quem crê no Filho terá a vida eterna, e eu o
ressuscitarei no último dia.
Naquele tempo, disse Jesus às multidões:
"Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os
afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade
daquele que me enviou E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não
perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Pois
esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a
vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia". - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini, da Comunidade
Católica Nova Aliança): Eis a palavra empenhada do Filho de
Deus: “Eu o ressuscitarei no último dia!” Não apenas uma reanimação provisória,
que não evitaria outra morte, como Jesus fez com Lázaro de Betânia (Jo 11,
43-44) ou com a filha de Jairo (Mt 9, 25), mas verdadeira ressurreição, que é o
ingresso em uma vida sem fim, além da morte.
Esta magnífica promessa é dirigida a
quem crê em Jesus Cristo, mas está claramente situada no contexto do seu
“discurso eucarístico” (Jo 6, 22-71). A alimentação do “Pão vivo” é a garantia
da vida eterna. É sobre isto que nos fala Olivier Clément: “Os Padres [da Igreja]
não cessaram de retomar estas prodigiosas afirmações de Jesus. Jesus é o “pão
do céu”, o “pão de vida”; o Ressuscitado se dá plenamente a nós na Eucaristia,
que é assim um alimento de ressurreição. Jesus é pão, pois seu corpo é formado
de toda a vida cósmica amassada pelo trabalho dos homens; ele é simultaneamente
“pão vivo”, vivificante, pois nele a vida divina penetra a terra e a
humanidade”.
Um dos Padres que ele cita é Santo
Ambrósio de Milão, em seu Comentário ao Salmo 118: “Ele [Jesus] é pão de vida.
Aquele que come a vida não pode morrer. Ide a ele e saciai-vos, pois ele é pão
de vida. Ide a ele e bebei, pois ele é a fonte. Ide a ele e sede iluminados,
pois ele é a luz. Ide a ele e tornai-vos livres, pois ali onde está o Espírito
do Senhor, lá está a liberdade”.
E São Gregório de Nissa não é menos
categórico: “Na economia da graça, ele [Jesus Cristo] se dá como uma semente a
todos os que creem; nesta carne composta de pão e de vinho, ele se mistura ao
corpo deles para permitir ao homem, graças à união com o corpo imortal,
participarem da condição que já não conhece mais a corrupção”.
Marthe Robin [1902-1981], a fundadora da
obra dos Foyers de Charité, hoje em fase final de beatificação, que viveu mais
de 50 anos alimentando-se exclusivamente da Eucaristia, experimentou já neste
mundo a força vitalizante do Pão de vida. Ela escreve em seu diário: “Minha
vida é como mover-se na Essência divina, identificar-se com o Amor, tendo,
evidentemente, uma consciência mais ou menos clara disso. [...] Isso me faz
viver já na eternidade e ver as coisas como o próprio Deus as vê”.
Grande mistério! Vivemos ainda no tempo,
mas já somos alimentados com o Pão da eternidade... - LEIA A LITURGIA NA ÍNTEGRA
LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 02/11/2013
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