sexta-feira, 1 de novembro de 2013

LITURGIA DIÁRIA 02/11/2013 Evangelho: Jo 6,37-40

LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 02/11/2013

Evangelho: Jo 6,37-40 Quem crê no Filho terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: "Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia". - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança): Eis a palavra empenhada do Filho de Deus: “Eu o ressuscitarei no último dia!” Não apenas uma reanimação provisória, que não evitaria outra morte, como Jesus fez com Lázaro de Betânia (Jo 11, 43-44) ou com a filha de Jairo (Mt 9, 25), mas verdadeira ressurreição, que é o ingresso em uma vida sem fim, além da morte.



Esta magnífica promessa é dirigida a quem crê em Jesus Cristo, mas está claramente situada no contexto do seu “discurso eucarístico” (Jo 6, 22-71). A alimentação do “Pão vivo” é a garantia da vida eterna. É sobre isto que nos fala Olivier Clément: “Os Padres [da Igreja] não cessaram de retomar estas prodigiosas afirmações de Jesus. Jesus é o “pão do céu”, o “pão de vida”; o Ressuscitado se dá plenamente a nós na Eucaristia, que é assim um alimento de ressurreição. Jesus é pão, pois seu corpo é formado de toda a vida cósmica amassada pelo trabalho dos homens; ele é simultaneamente “pão vivo”, vivificante, pois nele a vida divina penetra a terra e a humanidade”.

Um dos Padres que ele cita é Santo Ambrósio de Milão, em seu Comentário ao Salmo 118: “Ele [Jesus] é pão de vida. Aquele que come a vida não pode morrer. Ide a ele e saciai-vos, pois ele é pão de vida. Ide a ele e bebei, pois ele é a fonte. Ide a ele e sede iluminados, pois ele é a luz. Ide a ele e tornai-vos livres, pois ali onde está o Espírito do Senhor, lá está a liberdade”.

E São Gregório de Nissa não é menos categórico: “Na economia da graça, ele [Jesus Cristo] se dá como uma semente a todos os que creem; nesta carne composta de pão e de vinho, ele se mistura ao corpo deles para permitir ao homem, graças à união com o corpo imortal, participarem da condição que já não conhece mais a corrupção”.

Marthe Robin [1902-1981], a fundadora da obra dos Foyers de Charité, hoje em fase final de beatificação, que viveu mais de 50 anos alimentando-se exclusivamente da Eucaristia, experimentou já neste mundo a força vitalizante do Pão de vida. Ela escreve em seu diário: “Minha vida é como mover-se na Essência divina, identificar-se com o Amor, tendo, evidentemente, uma consciência mais ou menos clara disso. [...] Isso me faz viver já na eternidade e ver as coisas como o próprio Deus as vê”.

Grande mistério! Vivemos ainda no tempo, mas já somos alimentados com o Pão da eternidade... - LEIA A LITURGIA NA ÍNTEGRA

LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 02/11/2013

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