LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 07/11/2013
Evangelho: Lc 14,25-33 Haverá no céu mais alegria por um só
pecador que se converte.
Naquele tempo, os publicanos e pecadores
aproximaram-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei
criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
Então Jesus contou-lhes esta parábola:
“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no
deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra,
coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e
vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava
perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que
se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
E se uma mulher tem dez moedas de prata
e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente,
até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos
comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ Por isso, eu vos digo, haverá
alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. - Palavra
da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A pedagogia de Jesus, no trato com a humanidade, foi aprendida
diretamente do Pai. Este quer ter junto de si todos os seus filhos. Quanto mais
distantes estiverem, tanto mais Deus desejará atrai-los com o seu amor. No
coração do Pai não há lugar para o ressentimento, o desejo de castigar, o
fechamento para o perdão. Tudo nele é amor, compreensão, esquecimento das
ofensas recebidas, disposição para acolher e recomeçar.
Foi assim que Jesus tratou todas as
pessoas. De modo particular, os pecadores e as vítimas da marginalização social
foram objeto de sua acolhida carinhosa. Recusando a se tornar juiz deles,
buscava fazer-se próximo, de modo a mostrar-lhes o quanto eram amados pelo Pai.
Acolhendo-os e pondo-se à mesa com eles, quebrava um tabu social de segregação
a que estavam relegados, revelando-lhes a dignidade de seres humanos. Indo ao
encontro deles, manifestava-lhes o propósito divino de não rejeitá-los e seu
anseio de fazê-los voltar à casa paterna. Alegrando-se com a sua conversão e
disposição a fazer penitência, revelava a confiança do Pai na capacidade do ser
humano renunciar ao seu mau caminho para reinserir-se nos caminhos de Deus.
Os adversários olhavam com suspeita para
o modo como Jesus tratava os pecadores. Só nutriam o desejo de que fossem
punidos por Deus e votados à condenação eterna. Nada mais incompatível com os
ideais de Jesus! - LEIA A LITURGIA NA ÍNTEGRA
LITURGIA DIÁRIA COMENTADA 07/11/2013

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