Liturgia Diária Comentada 15/09/2013
24ª Domingo do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia – Glória Creio
Cor: Verde - Ano Litúrgico “C” - São
Lucas
Antífona:
Eclesiástico 36,18 - Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo
eleito: dai a paz àqueles que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam
verdadeiros.
Oração do Dia: Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o
vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos
sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Ex 32,7-11.13-14 E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer.
Naqueles dias, o
Senhor falou a Moisés: "Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo que
tiraste da terra do Egito. Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes
prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em
adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: 'Estes são os teus
deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!'".
E o Senhor disse
ainda a Moisés: "Vejo que este é um povo de cabeça dura. Deixa que minha
cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande
nação". Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: "Por
que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do
Egito com grande poder e mão forte? Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e
Israel, com os quais te comprometeste, por juramento, dizendo: 'Tornarei os
vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de
que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para
sempre'". E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo. - Palavra do Senhor.
Salmo:
50,
3-4.12-13.17.19 (R. Lc 15,18) Vou agora, levantar-me, volto à casa do meu pai.
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e
apagai completamente a minha culpa!
Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem
retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor! Meu sacrifício é minha alma penitente, não
desprezeis um coração arrependido!
Segunda
Leitura: 1Tm 1,12-17 Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
Caríssimo: Agradeço
àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em
mim, ao designar-me para o seu serviço, a mim, que antes blasfemava, perseguia
e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem
não tem fé. Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em
Cristo Jesus. Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo
veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!
Por isso encontrei
misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a
grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele
para alcançar a vida eterna. Ao Rei dos séculos, ao único Deus, imortal e
invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! - Palavra do Senhor.
Evangelho:
Lc 15,1-32 Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.
Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se
de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam
Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus
contou-lhes esta parábola: Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa
as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até
encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando à
casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha
ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por
um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não
precisam de conversão.
E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde
uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até
encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos
comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ Por isso, eu vos digo, haverá
alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. O
filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o
pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o
que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida
desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome
naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a
um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz
queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então
caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu
aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.
Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu
pai.
Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e
sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. O
filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço
ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a
melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias
nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque
este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’.
E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já
perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e
perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que
voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele
ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele,
porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci
a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus
amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas,
matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás
sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e
alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava
perdido, e foi encontrado’. - Palavra da
Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): Um
dos maiores desafios para quem vive em comunidade é o perdão. Por outro lado, a
sobrevivência de qualquer comunidade humana dependerá da capacidade que seus
membros têm de perdoar. Sem isto, não há comunidade que possa subsistir por
muito tempo.
Em se
tratando da comunidade cristã, o perdão torna-se um imperativo. Os discípulos
de Jesus foram exortados a considerar as raízes teológicas do perdão. No ato de
perdoar o próximo e de se reconciliar com ele, Deus se faz presente. Por
conseguinte, o perdão supera os limites humanos.
Quando
alguém perdoa o próximo, age em conformidade com Deus que concede prodigamente
o seu perdão ao ser humano. Para tanto, fecha os olhos para a maldade humana,
quando a pessoa se reconhece pecadora e se volta para ele.
A
capacidade divina de perdoar é ilimitada. Deus conhece perfeitamente de que é
feito o ser humano, e sabe muito bem que sua fidelidade pode não ser
definitiva. Quem é perdoado hoje pode voltar a pecar amanhã. No entanto, sempre
que se converte e volta arrependido, encontrará um Pai bondoso e
misericordiosos para acolhê-lo.
Os
discípulos de Jesus são chamados a imitar o modo de agir de Deus. Também eles
devem perdoar com prodigalidade, tendo um coração cheio de misericórdia para
acolher quem carece de perdão.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE SETEMBRO:
Geral – Nossos contemporâneos e
contemporâneas: Que
os homens e mulheres do nosso tempo, tantas vezes mergulhados no barulho,
redescubram o valor do silêncio e saibam escutar a Deus e aos irmãos.
Missionária – Cristãos perseguidos: Que os cristãos perseguidos possam
testemunhar o amor de Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração
da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma.
Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das
Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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