Liturgia Diária Comentada 14/09/2013
23ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício da festa - Glória
Cor: Vermelho - Ano Litúrgico “C” - São
Lucas
Antífona:
Gálatas
6,14 A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele
está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou.
Oração do Dia: Ó Deus, que, para salvar a todos, dispusestes que o vosso Filho
morresse na cruz, a nós, que conhecemos na terra esse mistério, dai-nos colher
no céu os frutos da redenção. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Nm 21,4b-9 Aquele que for mordido e olhar para ela viverá.
Naqueles dias, os
filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho,
para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se,
e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: "Por que nos
fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já
estamos com nojo desse alimento miserável".
Então o Senhor
mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente
em Israel. O povo foi ter com Moisés e disse: Pecamos, falando contra o Senhor
e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes".
Moisés intercedeu
pelo povo, e o Senhor respondeu: "Faze uma serpente de bronze e coloca-a
como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela
viverá". Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal
sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a
serpente de bronze, ficava curado. -
Palavra do Senhor.
Ou
Primeira
Leitura: Fl 2,6-11 Humilhou-se a si mesmo; por isso, Deus o exaltou acima de
tudo.
Jesus Cristo,
existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas
ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual
aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se
obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo
joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame:
“Jesus Cristo é o Senhor” - para a glória de Deus Pai. - Palavra do Senhor.
Salmo:
77(78),1-2.34-35.36-37.38
(R. cf. 7c) Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve
atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios
do passado lembrarei.
Quando os feria, eles então o
procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua
rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.
Mas apenas o honravam com seus lábios e
mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis,
eles rompiam a Aliança.
Mas o Senhor, sempre benigno e
compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua
ira e não deu largas à vazão de seu furor.
Evangelho:
Jo 3,13-17 É necessário que o Filho do Homem seja levantado.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: Ninguém
subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu.
Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do
Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.
Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe
deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida
eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o
mundo seja salvo por ele. - Palavra da
Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A
expressão “exaltação da cruz” deve ser corretamente compreendida para se evitar
mal entendidos. Erraria quem a interpretasse como uma apologia do sofrimento,
privando-a do contexto em que se deu na vida de Jesus.
O diálogo
com Nicodemos ajuda-nos a encontrar o sentido da cruz, no conjunto do
ministério do Mestre. Evocando a serpente de bronze erguida por Moisés no
deserto, Jesus afirmava ser necessário que ele também fosse elevado para salvar
os que haveriam de crer nele. Como a serpente de bronze era penhor de vida para
o povo pecador que a contemplava no alto do mastro, o mesmo aconteceria com o
Messias. A força salvadora do Filho erguido na cruz era uma clara manifestação
da presença do Pai em sua vida. Afinal, na cruz, o Filho revelava sua mais
absoluta fidelidade ao Pai. Por se recusar a não trilhar o caminho traçado pelo
Pai, teve de se confrontar com a terrível experiência de sofrer a morte dos
malfeitores. Assim, tornou-se fonte de salvação.
A
exaltação da cruz tem por objetivo glorificar Jesus por seu testemunho de
adesão incondicional ao querer do Pai. Só é capaz deste gesto quem acolheu a
salvação de que é portadora, e deseja mostrar-se agradecido a Jesus, por
tamanha prova de amor. Quem se dispõe a abrir o coração e deixar a cruz dar
seus frutos de vida e salvação, irá beneficiar-se do amor infinito que o Pai
demonstrou pela humanidade pecadora.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE SETEMBRO:
Geral – Nossos contemporâneos e
contemporâneas: Que
os homens e mulheres do nosso tempo, tantas vezes mergulhados no barulho,
redescubram o valor do silêncio e saibam escutar a Deus e aos irmãos.
Missionária – Cristãos perseguidos: Que os cristãos perseguidos possam
testemunhar o amor de Cristo.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da
Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina
antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERMELHO -
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de
Pentecostes e santos mártires.
Fique com Deus e sob a proteção da
Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
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