LITURGIA
DIÁRIA 19/09/2013 - Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório /
Jesuíta):
Embora vivendo numa sociedade cheia de preconceitos, Jesus não se
deixava levar por eles. Sua ação norteava-se pelas exigências do Reino; sua
liberdade não dependia da opinião alheia. Por isso, não deixava de fazer o bem,
quando necessário, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. O fariseu,
que convidara Jesus para uma refeição, tinha uma série de preconceitos. Olhava
para as mulheres com desprezo. No caso das prostitutas, este desprezo
transformava-se em verdadeiro asco e repúdio. Na sua opinião, os mestres
deveriam guardar distância dessas mulheres e não se deixar tocar por elas.
Também esse fariseu confundia ser profeta com ser capaz de conhecer as
intenções dos outros. Embora fosse o convidado, Jesus censurou seu anfitrião.
Este observou, com malícia, o gesto amoroso de uma pecadora da cidade que entrara
em sua casa, pondo-se a banhar os pés do Mestre com suas lágrimas, a enxugá-los
com seus cabelos e a cobri-los de perfume. Para Jesus isto era uma manifestação
de amor, para o fariseu, não passava de um gesto sensual. Além disso, a ação da
mulher substituíra a falta de delicadeza do fariseu, que não realizou os gestos
de praxe, quando da chegada de um hóspede. Enfim, aquela mulher, apesar de
pecadora, tinha mais nobreza do que o anfitrião mal-educado e preconceituoso.

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