Católicos e Judeus juntos em favor da paz.
“Shalom!”: com esta saudação, o Papa recebeu esta manhã de
segunda-feira, 24 de junho, na Sala Clementina, os membros do “Comitê Judaico
Internacional para as Consultas Inter-religiosas”. Eles estão no vaticano para
preparar o próximo encontro promovido em parceria com a Comissão para as
Relações Religiosas com o Hebraísmo, que será realizado em outro em Madri,
sobre o tema: “Desafios à fé nas sociedade contemporâneas”.
Em seu discurso, o Papa citou em especial a Declaração
conciliar Nostra Aetate, que representa para a Igreja Católica um ponto de
referência fundamental no que diz respeito às relações com o povo judaico.
Este Documento reconhece o patrimônio comum das duas
religiões, além de condenar firmemente os ódios, as perseguições e todas as
manifestações de antissemitismo. “Pelas nossas raízes comuns, um cristão não
pode ser antissemita”, afirmou o Pontífice.
Os princípios expressos nessa Declaração marcaram o caminho
de maior conhecimento e compreensão recíproca entre judeus e católicos nas
últimas décadas. Caminho que recebeu o impulso dos pontífices predecessores e
se desenvolveu através também da elaboração de uma série de documentos.
Este percurso é feito em várias parte do mundo, e Francisco
recordou os tempos em que era Arcebispo de Buenos Aires e teve a “alegria” de
manter relações de amizade com alguns expoentes do mundo judaico.
“Conversamos com frequência acerca da nossa respectiva
identidade religiosa, a imagem do homem contida nas Escrituras, as modalidades
para manter vivo o sentido de Deus num mundo secularizado. (...) Mas sobretudo,
como amigos, apreciamos um a presença do outro, nos enriquecemos reciprocamente
no encontro e no diálogo, com uma atitude de acolhimento recíproco, e isso nos
ajudou a crescer como homens e como fiéis.”
O Papa então encorajou o Comitê a prosseguir neste caminho,
tentando envolver as novas gerações. “A humanidade necessita do nosso
testemunho comum a favor do respeito da dignidade do homem e da mulher criados
à imagem e semelhança de Deus, e em favor da paz. E concluiu com a mesma
saudação com a qual recebeu o Comitê: paz, shalom.
Fonte: CNBB
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