sábado, 12 de janeiro de 2013

Liturgia Diária Comentada 14/01/2013 1ª Semana Tempo Comum

Liturgia Diária Comentada 14/01/2013 Tempo Comum
1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “C” - São Lucas

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS:

Primeira Leitura: Hb 1,1-6
Deus falou-nos por meio do Filho.
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo.

Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. Ele foi posto tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles.

De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”? Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho”? Mas, quando faz entrar o Primo­gênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!” - Palavra do Senhor.

 
Salmo: 96 (97), 1.2b. 6 7c. 9 (R. Cf. 7c)
Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

E assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!

Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

Evangelho: Mc 1,14-20
Convertei-vos e crede no Evangelho!
Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.

Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com Católica Nova Aliança): Entre os valores principais dos grupos humanos, destaca-se, sem dúvida, a relação entre pais e filhos. Basta lembrar que ela foi objeto de um dos mandamentos divinos: “Honrarás teu pai e tua mãe” (Dt 5,16). É exatamente a única das “dez palavras” que trazem anexa a dupla promessa da longevidade e da felicidade sobre a terra, o que lhe dá especial relevância.

Deste vínculo entre pais e filhos nascem outros valores derivados, igualmente importantes, como os conceitos universais de herança, laços de sangue, coesão do clã e da tribo, linhagem e descendência, entre outros não menos significativos, conservados ao longo dos séculos pelos mais diversos grupos humanos.

Ora, este Evangelho tem no seu âmago nada menos que a áspera ruptura do vínculo pai X filho, colocado em segundo plano diante do chamado de Jesus aos dois futuros apóstolos. A ruptura pode ser acentuada se, ao lado do velho pai, incluímos o abandono da barca e do mar.

O “mar” – na verdade o Lago de Tiberíades, promovido a mar em uma região de águas não muito abundantes – era o espaço de onde a família extraía o sustento. A barca era o instrumento que lhes garantia o pão de cada dia. Mar, barca, pai – três realidades que mereceriam ser incluídas na categoria do “indispensável”. Pois foi delas que os dois filhos pescadores abriram mão para aceder ao chamado do Mestre.

Absurdo? Não. Trata-se de uma hierarquia de valores. Existiria, então, um valor mais alto que a filiação humana? Claro que sim: a filiação divina. Se Jesus Cristo não fosse o Filho de Deus, convocando homens para a edificação do Reino do Pai, aquela ruptura seria de fato absurda. Mas era um chamado divino!

Bem, não exageremos. Muitos filhos rompem vínculos com pai e mãe por outros motivos igualmente “nobres”: estudar no estrangeiro, trabalhar em terras distantes ou, simplesmente, casar-se e ter a própria família. Todas estas rupturas nos parecem naturais.

Quando Deus chama, porém, e a jovem acolhe o chamado e vai para o claustro, sempre surge alguém afirmando que a velha mãe precisava dela. Se o jovem abandona o curso de engenharia para entrar em uma comunidade missionária, ouvem-se vozes para clamar que ele enlouqueceu.

Pedro e André – personagens deste Evangelho – teriam ficado loucos? Teriam jogado no lixo a veneração e a gratidão merecida pelo pai Zebedeu? Ou foi impossível resistir à imperiosa sedução exercida por Jesus de Nazaré? Não respondam rápido. Não façam pouco do magnetismo apaixonante que Jesus exerce sobre almas e corações.

Basta lembrar a lição do Senhor: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,62)

INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:

Geral – Conhecimento do Mistério de Cristo: Que neste "Ano da Fé" os cristãos possam aprofundar no conhecimento do mistério de Cristo e testemunhar nossa fé com alegria.

Missionária – Comunidades cristãs do Oriente Próximo e Médio: Que as comunidades cristãs do Oriente Próximo e Médio, recebam a força da fidelidade e a perseverança, em particular quando são discriminadas.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.

Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
Ricardo e Marta - Comunidade São Paulo Apóstolo

Um comentário:

  1. Gostei muito do comentário do Evangelho, Faz-nos refletir que o chamado de Deus supera todos os demais.Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

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