sábado, 12 de janeiro de 2013

Liturgia Diária Comentada 15/01/2013 1ª Semana Tempo Comum

Liturgia Diária Comentada 15/01/2013
1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “C” - São Lucas

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

LEITURAS:

Primeira Leitura: Hb 2,5-12
Convinha que por meio dos sofrimentos levasse o iniciador da salvação deles à consumação.
Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. A este respeito, porém, houve quem afirmasse: "O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares?

Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, e todas as coisas puseste debaixo de seus pés". Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte.

Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. Pois tanto Jesus, o Santificador, como os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, dizendo: "Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”. 
- Palavra do Senhor.

 
Salmo: 8, 2a.5. 6-7. 8-9 (R.Cf. 7)
Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.
Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: "Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?"

Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

as ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

Evangelho: Mc 1,21b-28
Ensinava como quem tem autoridade.
Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com Católica Nova Aliança): oposição entre energias contrárias, um simples jogo de forças entre princípios abstratos do bem e do mal. Trata-se de uma guerra pessoal entre o demônio (a quem o Papa Paulo VI chamou de “uma eficiência”, e não a simples “deficiência do Bem”) e Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado.

Mesmo em ambiente católico, vulgarizou-se a tendência a negar a existência de anjos decaídos ou demônios, cristalizados em sua rebeldia contra Deus e dedicados a afastar dele os homens e mulheres que são alvo da afeição divina. É notável o esforço que se faz para reduzi-los à categoria de mitos primitivos, ainda que esse esforço signifique expurgar os Evangelhos de numerosas páginas e pôr-se em rota de choque com o Magistério da Igreja.

Eis o comentário da Bíblia de Navarra: “A oposição do demônio a Jesus vai aparecendo, cada vez mais clara: é solapada e sutil no deserto; manifesta e violenta nos endemoninhados; radical e total na Paixão, que é ‘a hora do poder das trevas’ (Lc 22,53). A vitória de Jesus é também cada vez mais patente, até o triunfo total da Ressurreição”.

Neste texto, o adversário fala pela boca do possesso, como se conhecesse a natureza divina de Jesus: “Sei quem Tu és: o Santo de Deus!” Mas não podemos esquecer que se trata do “pai da mentira”. Para os Padres da Igreja, a verdadeira identidade de Jesus permaneceria oculta ao demônio até sua morte e ressurreição. Estaria, pois, o inimigo a testá-lo, tentando levar Jesus a se revelar em sua natureza divina, com a intenção de abortar sua possível missão salvadora.

Por isso mesmo, Jesus reduz o espírito imundo ao silêncio: “Cala-te!” Com exceção dos mais próximos, a quem Jesus se manifesta sem reservas, era oportuno que sua divindade permanecesse oculta até o coroamento de sua missão. Nesse mesmo sentido, Santo Inácio de Antioquia ressalta a importância de a Virgem Maria ter-se casado com São José, para que ficasse oculto ao demônio que o parto de Jesus era o parto de uma Virgem, e ele pensasse que se tratava de uma mulher casada.

Mas há outro aspecto que nos devia deixar impressionados: enquanto o demônio anuncia bem alto que ele conhece quem é Jesus, nosso mundo de hoje parece ignorar por completo a Pessoa e a missão salvífica do Senhor Jesus, vivendo como se Cristo não tivesse morrido por nós.

Pais e formadores se preocupam em dar aos filhos e educandos todo tipo de informação e conhecimento sobre meios de ganhar dinheiro, ficar famoso e ter sucesso, mas deixam na sombra a amizade com Jesus e a salvação que Ele traz para todos. Pior que o capeta!

INTENÇÕES PARA O MÊS DE JANEIRO:

Geral – Conhecimento do Mistério de Cristo: Que neste "Ano da Fé" os cristãos possam aprofundar no conhecimento do mistério de Cristo e testemunhar nossa fé com alegria.

Missionária – Comunidades cristãs do Oriente Próximo e Médio: Que as comunidades cristãs do Oriente Próximo e Médio, recebam a força da fidelidade e a perseverança, em particular quando são discriminadas.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.

Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
Ricardo e Marta - Comunidade São Paulo Apóstolo

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