16,1-8 – Jesus retornou para Galiléia
As três mulheres que permaneceram aos pés da cruz participando da agonia de Jesus são as mesmas que irão anunciar a sua glória. Será que isso aconteceu por acaso, será que elas eram as queridinhas de Deus, ou isto é uma consequência de quem é fiel. O verdadeiro cristão é aquele que permanece firme na sua fé, não abandona sua missão de anunciador da Boa Nova, independente do tamanho da tempestade.
“...um jovem, vestido de roupas brancas” (v.5) Marcos da um enfoque especial a cor da túnica do jovem justamente para chamar a atenção de que se trata de um enviado de Deus. A informação trazida por ele é bem interessante: “Jesus retornou para Galiléia”, por quê? O que isso representa?
A Galiléia não é apenas o berço natal de Jesus, é também o local onde se encontram os impuros, os rejeitados, os pecadores, toda a gente humilde que necessita de acolhida, que precisa sentir-se amada, é para lá que os discípulos tem que retornar. Nós também somos convidados por Marcos a retornar, a voltar para as origens, para o exato momento onde começamos a nos afastar da nossa missão.
Marcos encerra seu evangelho no v.8 “E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo”. Agora como entender isso se todos os outros evangelistas afirmam que elas disseram, é simples, sabemos que os Evangelhos foram escritos para públicos diferentes e com uma finalidade específica, Marcos escreveu para um grupo não judeu, e o evangelista não tinha a intenção de falar sobre as aparições, pois o seu foco era responder a pergunta feita pelo grupo: “Quem é Jesus?”
Os historiadores acreditam que o trecho final (v.9-20 As aparições de Jesus), foi acrescido ao Evangelho de Marcos, muitos comentadores descrevem o acréscimo da seguinte forma: “Faz parte das Escrituras inspirados, é canônico, mas não necessariamente escrito por Marcos”, podemos deduzir que foram inseridos para dar um fechamento ao Evangelho.
O Evangelho de Marcos traz claramente dois propósitos, primeiro responder a pergunta: “Quem é Jesus?” Desmistificar a idéia de um Messias tirano, triunfante, dominador, e apresentar um Rei misericordioso, amoroso, um que não impõe sansões, mas que perdoa.
O segundo propósito é despertar em nós a necessidade de sermos imitadores de Cristo, imperfeitos como os discípulos, verdadeiros como Pedro, gratos como Maria Madalena e fieis como Maria Santíssima.
Texto: Ricardo e Marta
Revisão: Padre Rivaldo
Fontes de Pesquisa:
· Atlas Bíblico (Wolfgang Zwicket - Ed. Paulinas)
· Bíblia Tradução Ecumênica (Ed. Loyola)
· Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas)
· Bíblia Sagrada Pastoral (Ed. Paulus)
· Bíblia Ave-Maria (Ed. Ave-Maria)
· Dicionário Bíblico (Ed. Paulus)
· Dicionário de Símbolos (Ed. Paulus)
· Coleção como ler (Ed. Paulus)
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