Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo
purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma
purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do
céu. (CIC-1030)
A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos
eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja
formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios
de Florença e de Trento. A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da
Escritura fala dum fogo purificador:
“Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se
que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele
que é a verdade, quando diz que, se
alguém proferir uma blasfémia contra o Espírito Santo, isso não lhe será
perdoado nem neste século nem no século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação
podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no
mundo que há de vir”. (CIC-1031)

