sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Evangelho do dia 03/10/2014 Sexta-feira ANDRÉ E AMBRÓSIO

Primeira Leitura: Livro de Jó 38,1.12-21; 40,3-5

O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: Alguma vez na vida deste ordens à manhã, ou indicaste à aurora o seu lugar, para que ela apanhe a terra pelos quatro cantos, e sejam dela sacudidos os malfeitores?

A terra torna a argila compacta, e tudo se apresenta em trajes de gala, mas recusa-se a luz aos malfeitores e quebra-se o braço rebelde. Chegaste perto das nascentes do Mar, ou pousaste no fundo do Oceano? Foram-te franqueadas as portas da Morte, ou viste os portais das Sombras? Examinaste a extensão da Terra? 

Conta-me, se sabes tudo isso! Qual é o caminho para a morada da luz, e onde fica o lugar das trevas? Poderias alcançá-las em seu domínio e reconhecer o acesso à sua morada? Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido e grande é o número dos teus anos! Jó respondeu ao Senhor, dizendo: Fui precipitado. Que te posso responder? Porei minha mão sobre a boca. Falei uma vez, não replicarei; uma segunda vez, mas não falarei mais. - Palavra do Senhor.

Comentário (deusunico.com): De modo provocante, Deus pergunta a Jó onde estava quando o mundo foi criado. A seguir, faz uma série de desafios que mostram, ao mesmo tempo, a grandeza e ciência de Deus e a pequenez e ignorância do homem. Por trás dessas questões, há uma pergunta latente: Se o homem não é capaz de compreender as leis da criação, como pode atrever-se a questionar o Criador?

Jó havia lutado de todos os modos para provar sua honra e justiça, não temendo acusar e desafiar até o próprio Deus. Contudo, com essa apresentação da ciência, grandeza e cuidado de Deus por toda a criação, ele se vê forçado a reconhecer a própria pequenez e lugar diante do mistério insondável de Deus. Todos os seus argumentos caem por terra, e ele nada mais consegue acrescentar. Deus reconduz Jó a justas medidas de indagação. Como poderia perceber o mistério do mal, se é incapaz de descobrir o das coisas e da natureza?

A Jó cabe unicamente conservar a atitude de silêncio porque este é o lugar de encontro com Deus. O silêncio é sabedoria e contemplação. O homem deve aceitar que haja zonas de mistério no conhecimento das coisas.

Hoje, reduzindo tudo à utilidade, à funcionalidade, perdemos o sentido do mistério. Ao lado da coerência das leis físicas, existe a angústia do desconhecido e, além da angústia, a expectativa de um "ainda mais" de cada coisa, de um horizonte sem limites. Este horizonte é o Inteiramente Outro, o Absoluto, que Cristo nos mostra ser um Pai que ama e ressuscita seus filhos.

Salmo: 138,1-3. 7-8. 9-10. 13-14ab (R. 24b)
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente.

Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra.

Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10,13-16

Naquele tempo, disse Jesus: "Ai de ti, Corazim! Ai de Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas.

Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. Ai de ti, Cafarnaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim des­preza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou". - Palavra da Salvação.

Comentário (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A pregação de Jesus nem sempre era bem acolhida, nem suas palavras sempre surtiam efeito na vida das pessoas. Muitas vezes, ele era ouvido com suspeita, desprezo, quando não, com aberta rejeição. Essas reações lhe não passavam despercebidas. Ele as acompanhava com atenção, pois não podia ficar impassivo diante de pessoas que menosprezavam a oferta de salvação que o Pai lhes fazia, preferindo, assim, o caminho da condenação.

A rejeição de Jesus e de sua mensagem provinha, em alguns casos, de toda a população de uma cidade. Corozaim, Betsaida e Cafarnaum tornaram-se símbolo desta realidade. Seus habitantes, em conjunto, fecharam os ouvidos à pregação do Mestre. As palavras fortes, que Jesus lhes dirigiu, revelam a gravidade do fato. Elas não souberam reconhecer nele a presença misericordiosa de Deus, que os convidava à conversão. Seu pecado chegou a tal ponto que se tornaram insensíveis aos apelos divinos, nem reconheceram a necessidade de fazer penitência.


Jesus lançou um olhar para o futuro e anteviu a sorte que estava reservada para esta gente, quando se defrontassem com o Pai, no dia do juízo. Seu linguajar chocante, entretanto, tinha como finalidade chamar, uma vez mais, esses pecadores à conversão. Não lhe interessava que fossem condenados, mas que se convertessem e tivessem a vida.

LEIA NA ÍNTEGRA:

Liturgia Diária Comentada 03/10/2014 Sexta-feira ANDRÉ E AMBRÓSIO

Beatos André e Ambrósio – Presbítero e Mártir

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