A palavra do Senhor
foi-me dirigida nestes termos: Filho do homem, profetiza contra os pastores de
Israel! Profetiza, dizendo-lhes: Assim fala o Senhor Deus aos pastores: Ai dos
pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Não são os pastores que
devem apascentar as ovelhas? Vós vos alimentais com o seu leite, vestis a sua
lã e matais os animais gordos, mas não apascentais as ovelhas. Não
fortalecestes a ovelha fraca, não curastes a ovelha doente, nem enfaixastes a
ovelha ferida. Não trouxestes de volta a ovelha extraviada, não procurastes a
ovelha perdida; ao contrário, dominastes sobre elas com dureza e brutalidade.
As ovelhas
dispersaram-se por falta de pastor, tornando-se presa de todos os animais
selvagens. Minhas ovelhas vaguearam sem rumo por todos os montes e colinas
elevadas. Dispersaram-se minhas ovelhas por toda a extensão do país, e ninguém
perguntou por elas, nem as procurou. Por isso, ó pastores, escutai a palavra do
Senhor: Eu juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus – já que minhas ovelhas
foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos os animais selvagens,
por falta de pastor; e porque os meus pastores não procuraram as minhas
ovelhas, mas apascentaram-se a si mesmos e não as ovelhas, por isso, ó
pastores, escutai a palavra do Senhor!
Assim diz o Senhor
Deus: Aqui estou para enfrentar os pastores e reclamar deles as minhas ovelhas.
Vou tirar-lhes o ofício de pastor, e eles não mais poderão apascentar-se a si
mesmos. Vou libertar da boca deles as minhas ovelhas, para não mais lhes
servirem de alimento. Assim diz o Senhor Deus: Vede! Eu mesmo vou procurar
minhas ovelhas e tomar conta delas. -
Palavra do Senhor.
Comentário (Missal Cotidiano):
Não
fujamos da contestação. Os profetas falavam de reis, de chefes, de sacerdotes.
Qualquer de nós que tiver função de guia deve examinar-se. É fácil demais
(mesmo quando é dever) contestar os outros que falham; o difícil é contestar-se
a si mesmo; descobrem-se escusas, atenuantes... Isto nos deve ajudar a vê-las
também nos outros, para endossar o mal, mas por equidade, para não sermos
incompreensivos, injustos.
Por
certo, devemos ter a coragem de contestar e criticar quem se aproveita da
posição – civil, social, religiosa – para explorar, fazer favoritismo, faltando
a deveres precisos, como olhar o bem comum, ser força para os fracos, sustento
para os enfermos e infelizes, reconduzir os dispersos, buscar os que se
afastaram... Se certa juventude causa lástima hoje, que culpa não caberá aos
que deviam ser guias sábios e bons? Olhemos para Jesus o bom pastor: ele é e
deve ser nosso guia e modelo!
Salmo:
22
(23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)
O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta
coisa alguma.
O Senhor é o pastor que me conduz; não
me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a
descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
Ele me guia no caminho mais seguro, pela
honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu
temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
Preparais à minha frente uma mesa, bem à
vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
Felicidade e todo bem hão de seguir-me,
por toda a minha vida; e, na casa do Senhor; habitarei pelos tempos infinitos.
Evangelho:
Mt 20,1-16a
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta
parábola: O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada
para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores
uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o
patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes
disse: Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo. E
eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a
mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que
estavam na praça, e lhes disse: Por que estais aí o dia inteiro desocupados? Eles
responderam: Porque ninguém nos contratou. O patrão lhes disse: Ide vós também
para a minha vinha.
Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: Chama
os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os
primeiros! Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um
recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados
primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles recebeu uma
moeda de prata.
Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o
patrão: Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que
suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro. Então o patrão disse a um deles: Amigo,
eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu
e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo
que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que
me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom? Assim, os últimos
serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
adversários de Jesus irritavam-se com a acolhida que ele dispensava a todos
quantos eram vítimas da marginalização social e religiosa de sua época. Sua
extraordinária misericórdia levava-o a fazer-se solidário das vítimas do
desprezo e da arrogância. Todos, sem distinção, tinham lugar no seu coração.
A
parábola do proprietário de uma plantação de uvas ilustra esta sua disposição
interior. A bondade do vinhateiro levou-o a sair sucessivas vezes para
contratar operários para sua plantação, de modo a não haver indivíduos ociosos
na praça. Até mesmo uma hora antes de terminar o expediente diário, ele saiu à
procura de desocupados para lhes dar trabalho. Surpreendente é que, na hora de
acertar as contas, os da última hora receberam tanto quanto os da primeira
hora. Isto foi motivo de protesto para estes últimos, que consideraram
injustiça receber salário idêntico aos que trabalharam pouco.
O
dono da vinha - imagem de Deus - age com misericórdia e bondade. E se recusa a
fazer discriminações indevidas entre os seus diaristas. Uma justiça, falsamente
entendida, tê-lo-ia levado a pagar aos últimos uma quantia bem inferior do que
aquela paga aos primeiros. No caso de Deus, consistiria em conceder salvação
abundante a uns, e relegar os demais a uma espécie de desprezo. Entretanto,
como o modo divino de agir vai na direção contrária, a justiça é superada pela
misericórdia. E todos são, igualmente, objetos de seu amor.
Católicos
com Jesus graça e paz!
Liturgia Diária Comentada
20/08/2014 Quarta-feira São Bernardo - Abade e Doutor
São Bernardo de Claraval -
Abade e Doutor da Igreja
Santa Mãe Maria, intercedei
por nós!
O poder do Santo Rosário –
Questão de Fé
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Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica

Pagamento feito com o coração, jamais pela obrigação.
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