Acaso não existes
desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu Santo, que não haverás de morrer?
Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu
rochedo, para exercer punição. Teus olhos são puros para não veres o mal; não
podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados,
e vendo-os devorar o justo, ficas calado?
Tratas os homens
como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. O pescador pega tudo
com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede;
com isso, alegra-se e faz a festa.
Faz imolação por
causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas
cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. Será por isso que ele sempre
desembainhará a espada, para matar os povos, sem dó nem piedade?
Vou ocupar meu
posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será
respondido à minha denúncia. Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta
visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com
facilidade. A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho,
e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará.
Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”. - Palavra do Senhor.
Comentário (Comentário Bíblico
- Edições Loyola):
Habacuc
tem uma ressonância muito moderna. Em face da opressão, da violência, o profeta
discute com Deus sobre o problema do mal. Por que o ímpio oprime e Deus não
intervém? A violência cresce: por que Deus tarda? A resposta de Deus,
solicitada com insistência, vem por fim: Deus está do lado do justo oprimido, a
maldade não ficará impune. Mas quando?
Deus
já está em ação na história, embora os homens ainda o não percebam; devem,
pois, manter vivas a fé e a esperança. Deus, todavia, opera por meio dos
homens: disto devemos estar bem conscientes. Quando erguemos lamentações sobre
os males do nosso tempo, por que não nos incriminamos de cruzarmos os braços
diante do mal? "Nós somos os tempos" dizia santo Agostinho.
"Façamos o bem, e os tempos serão melhores". Somos as mãos de Deus
para repelir a violência, para soerguer e socorrer o oprimido. Deus espera
nossa colaboração nos casos que conhecemos.
Salmo:
9,8-9.
10-11. 12-13 (11b) Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.
Mas Deus sentou-se para sempre no seu
trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça,
e as nações há de julgar com equidade.
O Senhor é o refúgio do oprimido, seu
abrigo nos momentos de aflição. Quem conhece o vosso nome, em vós espera,
porque nunca abandonais quem vos procura.
Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião,
celebrai seus grandes feitos entre os povos! Pois não esquece o clamor dos
infelizes, deles se lembra e pede conta do seu sangue.
Evangelho:
Mt 17,14-20 Se tiverdes fé nada vos será impossível.
Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos
junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: "Senhor,
tem piedade de meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que
muitas vezes cai no fogo ou na água. Levei-o aos teus discípulos, mas eles não
conseguiram curá-lo!" Jesus respondeu: "Ó gente sem fé e perversa!
Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o
menino".
Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na
mesma hora, o menino ficou curado. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e lhe perguntaram em particular: "Por que nós não conseguimos expulsar o
demônio?" Jesus respondeu: "Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em
verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda,
direis a esta montanha: 'Vai daqui para lá' e ela irá. E nada vos será
impossível". - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
A
incapacidade dos discípulos de curar o menino epiléptico evidenciou o fato
grave da pequenez de sua fé. Foi Jesus mesmo quem o disse, ao ser interrogado
por eles sobre o motivo de terem sido incapazes de realizar o desejo daquele
pai aflito.
Sem
dúvida, os discípulos, no exercício da missão, experimentaram sua impotência
diante de determinadas situações. Aparentemente, estavam fazendo tudo como o
Mestre lhes tinha ensinado. Nada de anormal parecia estar ocorrendo com eles.
Contudo, não conseguiam dar conta da tarefa de que foram incumbidos. Por quê?
Porque faltou-lhes fé suficiente e confiança verdadeira em Jesus.
A
única solução consistia em converte-se, sinceramente, para o Senhor. Bastaria
uma fé pequena como um grão de mostarda, para serem capazes de realizar
portentos, até mesmo seriam capazes de transportar montanhas! "Transportar
montanhas", no linguajar da época, referia-se a algo impossível de ser
realizado pelo ser humano. Mas, até coisas humanamente impossíveis, tornam-se
possíveis pelo poder da fé.
A
eficiência da missão do discípulo depende, pois, de sua fé.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
09/08/2014 Sábado 18ª Semana Comum
Os 10
Mandamentos do Casal
Agradecimento do dia – Oração
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Fique com Deus e sob a
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja
Católica

A fé acima de tudo!!!
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