“Eis sobre os
montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas
festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi
aniquilado. O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza
de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras.
Ai de ti, cidade
sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante
rapinagem. Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir
de carros impetuosos, cavaleiros à carga, espadas brilhando e lanças
reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim,
tropeça-se sobre os corpos.
Farei cair sobre ti
tuas abominações, e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um
exemplo. Assim, todos os que te virem, fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive
está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?’” - Palavra do Senhor.
Salmo: Dt 32,35cd-36ab. 39abcd. 41 (R. 39c) Sou eu que tiro a vida, sou eu quem
faz viver!
Já vem o dia em que serão arruinados e o
seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça a seu povo e
salvará todos aqueles que o servem.
Saibam todos que eu sou, somente eu, e
não existe outro Deus além de mim: quem mata e faz viver, sou eu somente, sou
eu que firo e eu que torno a curar.
Se eu afiar a minha espada reluzente e
com as minhas próprias mãos fizer justiça, dos adversários todos hei de me
vingar e vou retribuir aos que odeiam.
Evangelho:
Mt 16,24-28 O que poderá alguém dar em troca de sua vida?
Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Se
alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois quem
quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de
mim, vai encontrá-la.
De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo
inteiro mas perder a sua vida? Que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque
o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então
retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta.
Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui
não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
O
seguimento de Jesus exige do discípulo renunciar a si mesmo e ser capaz de
defrontar-se com a cruz, resultante desta sua opção.
A
renúncia de si mesmo predispõe o discípulo a acolher a proposta de Jesus, sem
subordiná-la aos seus projetos pessoais, e sem privá-la daqueles elementos que
não convém. O discípulo abraça a proposta de Jesus, assim como ela é, sem
adaptações. Para isto, precisa superar seu comodismo e tudo quanto o impede de
ser generoso.
Tomar
a cruz significa assumir sua opção pelo Reino até as últimas consequências,
mesmo as mais dolorosas. A cruz do discipulado não se identifica com um
sofrimento ou com uma morte quaisquer. Muito menos essa cruz é buscada por si
mesma, numa atitude velada de masoquismo. A cruz aparece na vida do discípulo
quando, permanecendo fiel ao Reino, ele não pactua com as solicitações do mal,
a ponto de atrair sobre si a ira de seus adversários. Ela resulta da fidelidade
a Deus.
O
discípulo reconhece estar em jogo, aqui, a sua própria salvação. O alerta de
Jesus é inequívoco: quem pretende desviar-se da cruz, pensando, assim, poder
salvar-se, coloca-se no caminho da condenação; quem, pelo contrário, enfrenta a
cruz por causa de Jesus, encontrará a salvação. Por conseguinte, a sabedoria do
discipulado passa pela cruz.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
08/08/2014 Sexta-feira São Domingos
São Domingos de
Gusmão
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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