Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a
casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; não como a aliança que fiz
com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e
que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.
Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel,
depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei
de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. Não será
mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’;
todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei
sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Quando tudo falha o homem é
convidado a entrar em si mesmo e aí encontrar Deus, que o ama e espera. Sobre
as ruínas da antiga aliança despedaçada surge, por iniciativa de Deus, uma Nova
Aliança. Nova, não porque substitua a primeira, já tantas vezes renovada, mas
porque diferente dela, não escrita em tábuas de pedra, porém, impressa no
coração. Intimo relacionamento de cada um com Deus.
Salmo:
50,12-13.
14-15. 18-19 (R. 12a) Ó Senhor, criai em mim, um coração que seja puro!
Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e
confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e
para vós se voltarão os transviados.
Pois não são de vosso agrado os
sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha
alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho:
Mt 16,13-23 Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus.
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de
Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes
perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o
Messias, o Filho do Deus vivo”.
Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão,
filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai
que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra
construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te
darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado
nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Jesus, então, ordenou aos discípulos que não
dissessem a ninguém que ele era o Messias. Jesus começou a mostrar aos seus
discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos
sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no
terceiro dia.
Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo,
dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!
Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és
para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as
coisas dos homens!” - Palavra da
Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
A
identificação do Messias Jesus passa por três etapas.
Na
primeira, Jesus quer saber o que as pessoas pensam a seu respeito. O povo,
seguindo a tradição, considera-o como um dos antigos profetas redivivos. Desta
forma, a identidade de Jesus careceria de originalidade, definindo-se a partir
de personagens do passado cuja volta era esperada no final dos tempos.
Na
segunda, a identificação de Jesus revela-se no que o grupo que lhe é mais
achegado pensa a seu respeito. É Pedro quem afirma: "Tu és o Messias, o
Filho do Deus vivo!" Tais palavras revelam a originalidade de Jesus, sua
condição de Filho de Deus. Torna-se desnecessário recorrer a personagens
paralelos para identificá-lo. Sua origem é divina, e foi o Pai quem o
constituiu Messias. Pedro foi capaz de responder corretamente à pergunta do
Mestre, por ter recebido uma revelação da parte do Pai.
Na
terceira, Jesus vê-se obrigado a acrescentar um elemento importante, não
contemplado na resposta de Pedro: o Messias, Filho de Deus, estava destinado a
sofrer nas mãos de seus inimigos, morrer e, no terceiro dia, ressuscitar. Logo,
era um Messias sofredor.
Sem a
elucidação feita por Jesus, os discípulos correriam o risco de nutrir uma
imagem distorcida a seu respeito. A bem da verdade, era preciso deixar tudo
esclarecido.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada
07/08/2014 Quinta-feira 18ª Semana Comum
Sete pães e
alguns peixinhos- Ministério de Pregação
Pastoreio: o coração do pastor deve bater por suas
ovelhas
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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