sábado, 5 de julho de 2014

Santos, por que e para que?

Recebi um e-mail que trazia duas perguntas bem interessante:

1 - Por que a igreja insiste tanto na devoção aos santos ao invés de ganhar tempo falando mais de Jesus e de sua palavra salvífica?

2 - Não é só Deus que sabe quem deve ou não ser santo? A igreja arruma santos demais, estão tomando o lugar de Jesus Cristo.

Como não foi o primeiro e-mail que recebi com perguntas quase idênticas, decidi postar a resposta para assim orientar um maior número de pessoas. 

Então vamos a sua primeira: “Porque a igreja insiste tanto na devoção aos santos ao invés de ganhar tempo falando mais de Jesus e de sua palavra salvífica?

Se você observar verá que a Igreja diariamente na celebração da Santa Missa não faz outra coisa a não ser falar sobre Jesus, sobre sua Palavra de Salvação. Esporadicamente quando da festa de um padroeiro ou mártir - aquele que deu a vida por amor a Jesus -, a Igreja dá uma ênfase ao santo, não para que ele tome o lugar de Jesus – até porque isso jamais acontecerá – mas para que seguindo seu exemplo possamos glorificar a Jesus.

Com relação a sua segunda pergunta: “Não é só Deus que sabe quem deve ou não ser santo? A igreja arruma santos demais, estão tomando o lugar de Jesus Cristo.”

Com relação a tomar o lugar de Jesus já esclarecemos anteriormente, agora vamos nos centrar na questão de quem deve ser santo. Primeiro falou o próprio Deus: “sede santos porque eu sou santo”, depois veio Jesus: “sede santos porque o Pai é santo”, e por último São Paulo: “sem a santidade ninguém verá a Deus”.

Diante do que está escrito na Sagrada Escritura nós não temos muitos santos, ao contrario, temos poucos já que a ordem é que todos sejam santos.

Quando a Igreja Católica declara alguém santo ou santa não é com a finalidade de endeusar o declarado, mas sim, que nos espelhemos no seu testemunho de vida.

Ao recebermos o Batismo passamos a ser tempo do Espírito Santo, e segundo o próprio Jesus se alguém o ama, guarda a sua palavra, e assim agindo será amado por Deus. Em Mateus 14,23 Jesus afirma que Ele e o Pai virão e farão morada naqueles que ouvem e põem em pratica os seus mandamentos.

Daí podemos afirmar: já que a Trindade é Santa, santo também o é o templo por ela abitada, não nos tornamos santos por nossos méritos, nem tampouco porque a Igreja declarou, mas sim, porque fazendo a vontade do Pai e por um ato de pura misericórdia de Deus, alcançamos um grau elevado de intimidade com aquele que é o único caminho e a única verdade que nos conduz a vida eterna.

O que a Igreja faz ao declarar um santo é apenas utilizar-se dessa misericórdia de Deus para cumprir o seu ministério que é levar o evangelho e todas as criaturas através do testemunho de vida.

Resumindo podemos dizer que a Igreja não declara um santo, apenas reconhece que a vida dele foi pautada na Palavra de Cristo.

Texto: Ricardo e Marta

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Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

Um comentário:

  1. tenho que, mais uma vez, parabeniza-los por mais um texto muito acertado e apropriado. me preocupa duas coisas. uma ; nossos irmãos separados que não acreditam em santos, não acreditando assim também na possibilidade de sua própria santidade [na santidade dos homens]e isso não é bom. por outro lado , tem aqueles que incorrem no perigo
    de; acreditando nesta santidade, se esquecerem que esta acontece pela graça de Deus. já vi pessoas , que por não terem entendido ainda qual o papel do santo [homem] na historia da igreja, que é o modelo de vida , se aproximam das imagens, e se esquecem de se curvar pelo menos diante o sacrário. oxalá este texto chegassem a todas estas pessoas. uma vez mais obrigado; Deus vos abençoe.

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