Liturgia Diária Comentada 20/07/2014 16º Domingo Comum
16ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio dos domingos comuns - Ofício dominical
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Glória e Creio
Antífona:
Salmo 53,6.8 - É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha
vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças
ao vosso nome, porque sois bom.
Oração do Dia: Ó Deus, sede generoso para com
vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que,
repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Sb 12,13.16-19 Concedeis o perdão aos pecadores
Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas
e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. A tua força é o
princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos
indulgente. Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e,
nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento.
No entanto, dominando tua própria força, julgas com
clemência e nos governas com grande consideração; pois, quando quiseres, está
ao teu alcance fazer uso do teu poder. Assim procedendo, ensinaste ao teu povo
que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de
que concedes o perdão aos pecadores. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: As palavras de sabedoria da
primeira leitura de hoje são permeadas de esperança para o povo judeu, que
vivia em meio à cultura e dominação gregas, sobretudo na cidade de Alexandria,
onde esse livro foi composto, entre os anos 50 e 60 antes da Era Comum (a.C.).
O judaísmo era desafiado pelos valores gregos do ser.
Os
judeus se perguntavam: como se adaptar à nova realidade sem perder a fé no Deus
dos pais e da libertação do Egito? A resposta era simples: testemunhar que o
Deus de Israel era diferente. E foi isso que o piedoso judeu e autor do livro
da Sabedoria quis mostrar, diferentemente de outros judeus, seus antecessores,
que apresentavam Deus forte, violento para com os inimigos.
Deus,
no livro da Sabedoria, é o cuidador de todos (v. 13), que julga com justiça (v.
13), perdoa e governa com indulgência (v. 18). Por ser assim, Deus não deixa de
ser menos poderoso que os deuses dos pagãos. E, mais do que isso, o ser humano
é convocado a ser como Deus, misericordioso. Deus é humano no seu proceder. E
ao ser humano, aprendendo de Deus, resta também governar e agir com justiça,
misericórdia e solidariedade. Eis o nosso grande desafio: aprender da pedagogia
de Deus.
Salmo:
85,5-6.9-10.15-16a
(R. 5a) Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!
Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois
perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha
oração!
As nações que criastes virão adorar e
louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas; vós somente sois Deus e
Senhor!
Vós, porém, sois clemente e fiel, sois
amor, paciência e perdão. Tende pena e olhai para mim! Confirmai com vigor
vosso servo!
Segunda
Leitura: Rm 8,26-27 O Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis
Irmãos: O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois
nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede
em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos
corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o
Espírito intercede em favor dos santos. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: A reflexão feita por Paulo,
nessa carta dirigida aos cristãos de Roma, aponta-nos a oração como caminho de
construção do reino de Deus. Se não sabemos rezar, é o próprio Espírito que
intercede, que reza por nós. Ele suplica a Deus em favor dos que lutam por
justiça e paz, assim como vimos nas parábolas do evangelho de hoje.
A
oração é fonte de vida para o cristão. Jesus foi um homem de oração. Deus Pai e
Deus Espírito se entendem e se encontram em nós, quando rezamos e lutamos na
construção do reino de Deus.
Evangelho:
Mt 13,24-43 Deixai crescer um e outro até a colheita
Naquele tempo: Jesus contou outra parábola à
multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu
campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo,
e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar,
apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram:
‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’
O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’.
Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ O dono
respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o
trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi
aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser
queimado. Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!”
Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus
é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora
ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as
outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem
ninhos em seus ramos”.
Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino
dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de
farinha, até que tudo fique fermentado”.
Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões.
Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo
profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas
escondidas desde a criação do mundo”.
Então Jesus deixou as multidões e foi para casa.
Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do
joio!”
Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é
o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao
Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o
diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. Como o joio é
recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o
Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem
outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo.
Aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no
Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
A
parábola do joio e do trigo mostra como devemos, na vida, suportar a
coexistência do bem e do mal. É impossível realizar uma clara separação entre
eles. A ação concomitante do senhor do campo, semeando a boa semente, e a do
seu inimigo, semeando a erva daninha, é inevitável. É preciso contar com esta
eventualidade!
Os
discípulos foram alertados quanto à tentação de querer arrancar a erva daninha,
deixando crescer somente o trigo. Seria arriscado, pois juntamente com a erva
má, arrancar-se-ia também a boa. O prejuízo desaconselha uma tal providência.
Diante
desta situação, a atitude correta consiste em ter paciência, misericórdia e
esperança. Paciência, porque, no final das contas, ficará patente a identidade
do bem e do mal, embora, num determinado momento, parecessem semelhantes. Além
disto, fica sempre aberta a possibilidade de conversão do pecado para a graça,
pois a ação de Deus, no coração humano, supera o nosso entendimento.
Misericórdia, porque o discípulo do Reino é chamado a acolher os pecadores, com
a mesma benevolência do Pai, sem pretender excluí-los dos benefícios do Reino.
Trata-se de uma luta constante para libertá-los da escravidão à qual foram
reduzidos pelo pecado. Sem misericórdia, este processo de aproximação será
inviável. Esperança, porque o mal está fadado a ser derrotado. Pela força de
Deus, o bem terá a última palavra na história humana.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JULHO:
Intenção Universal: Desporto
e humanização - Para que a prática do desporto seja sempre oportunidade de
fraternidade e crescimento humano.
Intenção para a Evangelização: Missionários leigos - Para que o Espírito Santo sustenha o serviço dos leigos
que anunciam o Evangelho nos países mais pobres.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
CATÓLICOS COM JESUS: GRAÇA E PAZ
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Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

Esta "liturgia comentada" esta bem clara e objetiva e me ajudou muito na preparação da celebração da palavra. Parabéns !
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