Assim fala o
Senhor: Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu
pecado. Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe:
“Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos
lábios. A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não
chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o
órfão misericórdia”. “Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles
afastou-se a minha cólera. Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como
o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano.
Seus ramos hão de
estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do
Líbano. Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão
com a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. Que tem ainda Efraim a
ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste
sempre verde: de mim procede o teu fruto. Compreenda estas palavras o homem
sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e,
por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Quando Oséias fala, o povo
ainda está longe de Deus. Mas o amor imagina que o povo havia tornado a seu
Deus e lhe pedira perdão: “Afasta toda iniqüidade, acolhe-nos favoravelmente,
queremos oferecer-te a homenagem de nossos lábios” (V.3), e prometera eliminar
da própria vida tudo o que desagrada a Deus. Este responde então com outras
promessas de amor, perdão, toda dedicação: “Chorá-lo-ei de suas infidelidades,
amá-lo-ei de coração” (V.5).
Deus
é o amor que previne, antecipa sua intervenção, manifesta seu perdão antes
mesmo que os filhos lho peçam. O que lhe interessa é que os filhos sejam
salvos, voltem a ele, reencontrem o caminho certo: “Não quero a morte do
pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33, 11). É de se perguntar se não
configuramos Deus como um juiz prestes a proferir sentença de morte e se
porventura sentimos a necessidade de nós abandonar nos braços do Pai, para lhe
dizer com imenso amor: “Pai, nunca mais longe de ti”.
Salmo:
50,3-4.
8-9. 12-13. 14.17 (R. 17b) Minha boca anunciará vosso louvor!
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e
apagai completamente a minha culpa!
Mas vós amais os corações que são
sinceros, na intimidade me ensinais sabedoria. Aspergi-me e serei puro do
pecado, e mais branco do que a neve ficarei.
Criai em mim um coração que seja puro, dai-me
de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem
retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e
confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e
minha boca anunciará vosso louvor!
Evangelho:
Mt 10,16-23 Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do
vosso Pai.
Naquele tempo, disse
Jesus aos seus discípulos: Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos.
Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado
com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas
suas sinagogas.
Vós sereis levados
diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante
deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar
ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com
efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é
que falará através de vós.
O irmão entregará à
morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra
seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa de meu nome.
Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. Quando vos perseguirem numa
cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer
as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
apóstolos foram alertados, sem subterfúgios, para a realidade da missão. A
imagem das ovelhas convivendo em meio a lobos não dava margem para ilusões.
Eles tinham diante de si um destino de ódios, perseguições e martírio. Nada de
aspirar honras e reconhecimento e, sim, preparar-se para defrontar com coragem
a sorte futura.
Uma
consolação para os apóstolos foi a promessa de não serem largados à própria
sorte. Eles teriam a assistência do Espírito de Deus, mormente, nos momentos
mais dramáticos de testemunho quando a perseguição se abatesse sobre eles.
Nesta hora, falariam inspirados, pois o Espírito é quem falaria através deles.
Por conseguinte, nada têm de temor.
Em
meio a tantos percalços, os apóstolos foram exortados a revestir-se de
perseverança. Talvez, fosse este o dom principal a ser pedido ao Espírito.
Vítimas de perseguição prolongada, os apóstolos poderiam acabar cedendo às
pressões e renunciar à missão recebida. Evidentemente, Jesus não exigia deles
se entregarem voluntariamente nas mãos de seus carrascos. Isso seria
insensatez! Quanto possível, deveriam fugir e se proteger. Mas, sem abrir mão
da missão.
A
missão apostólica tem uma dimensão escatológica. Se o apóstolo persevera firme,
até o fim, pode estar certo de receber o prêmio da salvação.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária
Comentada 11/07/2014 Sexta-feira BENTO DE NÓRCIA
São Bento de Nórcia
Ir. Themis, ela pediu e Jesus atendeu - Questão de Fé
A graça de
perseverar - Pe. Zezinho
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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