Assim fala o Senhor: Quando Israel era criança, eu já o
amava, e desde o Egito chamei meu filho. Quanto mais eu os chamava tanto mais
eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals
e sacrificavam aos ídolos. Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em
meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. Eu os atraía com
laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma
criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. Meu coração comove-se no
íntimo e arde de compaixão. Não darei largas à minha ira, não voltarei a
destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me
servirei do terror. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Oséias, profeta do amor, canta a fidelidade do amor de
Deus para com os homens e sua capacidade de perdão. Também quando lhe sobre aos
lábios palavras ameaçadoras de pai irritado, são elas de súbito mitigadas por
acentos repassados de comoção, que convidam ao retorno, que anunciam a total
destruição das culpas passadas.
Há quem diga que, de calcar a
mão sobre a bondade e misericórdia de Deus, corre-se o risco de debilitar a
mensagem cristã e tornar vazia a própria vida cristã, a tal ponto é sempre
possível o perdão... Mas nossa própria experiência humana nos diz que não pode
ser assim. Um perdão forte, generoso, que procura redimir, muitas vezes vence a
ofensa; trará o filho ao pai, o esposo à esposa. Ainda, porém, que nunca se dê
isso entre os homens (o que não é verdade), dá-se entre Deus e nós. Amor exige
amor. E amor fiel.
Salmo:
79,2ac.3b.
15-16 Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós,
que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e
vinde logo nos trazer a salvação!
Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai
dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão
direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!
Evangelho:
Mt 10,7-15 De graça recebestes, de graça deveis dar!
Naquele tempo, disse
Jesus aos seus discípulos: Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está
próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos,
expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!
Não leveis ouro nem
prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas
túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento.
Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem
ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.
Ao entrardes numa
casa, saudai-a. Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz. Se alguém não
vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi
a poeira dos vossos pés. Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra
serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo. -
Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
discípulos foram enviados em missão com a tarefa de dar continuidade à missão
de Jesus. A dupla face do messianismo de Jesus se expressaria no ministério dos
apóstolos. Não somente com palavras, mas também com obras eles se poriam a
serviço do Reino.
Aos
apóstolos competia proclamar a chegada do Reino dos Céus na pessoa de Jesus. De
que modo? Deus foi plenamente Senhor da vida de Jesus. Nada nem ninguém jamais
o desviou do caminho traçado pelo Pai. Somente ao querer do Pai ele se
submeteu. Jamais cedeu a qualquer tipo de tentação. Por isso, o Reino dos Céus
se encarnou na sua pessoa e ação. Este evento deveria ser proclamado a todos os
povos.
Por
outro lado, como sucedeu com Jesus, a pregação dos apóstolos encontraria apoio
nos milagres realizados por eles. Os quatro milagres apontados relacionam-se
com a proteção da vida humana da investida das doenças, da morte e dos
espíritos impuros. O ministério apostólico, portanto, estava destinado a
colocar-se a serviço da vida. Onde a vida fosse defendida, restaurada ou
garantida, aí estaria acontecendo o milagre do Reino, cuja presença seria
historicamente perceptível.
A
vida de Jesus é o ponto de referência da ação do apóstolo. A fidelidade à
missão acontece na medida em que realmente Jesus continua atuando na pessoa de
seus enviados.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária
Comentada 10/07/2014 Quinta-feira 14ª Semana Comum
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Deus e o
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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