Assim fala o
Senhor: Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem
meu conhecimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua
perdição. Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se
contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? Esse bezerro provém de
Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro
da Samaria. Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não
dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão.
Efraim ergueu
muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em
pecado. Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes
foram considerados coisa que não lhes toca. Gostam de oferecer sacrifícios,
imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus
pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: A infidelidade do povo de Deus, embora muitas vezes
repetida, não consegue demover Deus de sua absoluta fidelidade. Deus, contudo,
denuncia de contínuo a aliança rompida, e seu desejo constantemente repetido é
que o povo compreenda e volte a ele, abandonando o inútil e ignominioso serviço
a divindades inexistentes.
Hoje gritariam os profetas
contra muitas divindades a quem os cristãos queimam incenso de sua devoção,
pretendendo ao mesmo tempo continuar cristãos; a divindade do dinheiro, do
sexo, do comodismo e dos bens de consumo, a divindade do carro, da televisão,
do “estrelismo” em todas as formas; esportes, cinema, moda... Afinal de contas,
que mal há nisso? Pergunta-se. O cristão, porém, não deve caminhar
levianamente; deve examinar-se, par ver se em que medida alguma dessas
“divindades” o impede de ter verdadeiro relacionamento com Deus.
Salmo:
113B,3-4.
5-6. 7ab-8. 9-10 (9a) Confia, Israel, no Senhor!
É nos céus que está o nosso Deus, ele
faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são
obras humanas.
Têm boca e não podem falar, têm olhos e
não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, tendo ouvidos, não podem ouvir.
Têm mãos e não podem pegar, têm pés e
não podem andar; Como eles serão seus autores, que os fabricam e neles confiam.
Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu
auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo!
Evangelho:
Mt 9,32-38 A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um homem mudo, que
estava possuído pelo demônio. Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a
falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: Nunca se viu coisa igual em
Israel. Os fariseus, porém, diziam: É pelo chefe dos demônios que ele expulsa
os demônios.
Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em
suas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todo tipo de doença e
enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam
cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus
discípulos: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois ao
dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita! - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
milagres de Jesus não visavam impor às pessoas o reconhecimento de sua
messianidade. Aliás, Jesus não tinha como controlar as interpretações de suas
palavras e gestos. Muitos sentidos foram dados a eles. Tudo dependia do modo
como eram acolhidos.
A
ação de Jesus suscitou reações contraditórias. A cura de um possesso mudo levou
as multidões a confessarem jamais terem visto algo semelhante em Israel. Já
seus adversários declarados, os fariseus, consideraram o mesmo gesto fruto de
um poder demoníaco atuado através de Jesus. A benevolência das multidões contrastava-se
com a malevolência farisaica.
Os
milagres eram apenas uma porta de entrada no mistério da pessoa de Jesus e
apontavam para algo novo e extraordinário acontecendo na história humana. Quem
se abria para Jesus e acolhia sua mensagem, percebia o dedo de Deus escondido
atrás de sua ação e reconhecia o Reino de Deus acontecendo através dele. E o
identificava como o Filho de Deus agindo com o poder conferido pelo Pai. Em
outras palavras, entrava na dinâmica da fé.
Por
outro lado, os milagres serviam para respaldar as palavras de Jesus. Ele era
Messias por palavras e por obras. As obras prodigiosas, ao revelarem ser Jesus
possuidor de um poder próprio de Deus, eram uma demonstração da autoridade com
a qual falava. Tantos os milagres de Jesus quanto seus ensinamentos
revestiam-se de autoridade divina.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária
Comentada 08/07/2014 Terça-feira 14ª Semana Comum
Dons do Espírito Santo: Piedade
Oração de São
Tomás de Aquino
CATÓLICOS COM JESUS:
GRAÇA E PAZ
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica

sempre da mesma forma. em nossas dificuldades, em nossas enfermidades, quando estamos fracos , cansados e abatidos, já não suportamos mais o peso de nossa cruz; Jesus se compadece de nos, vem ao nosso encontro e restaura todo nosso ser. é quando ,então, nos sentimos fortes ,revelamos a dureza de nossos corações e viramos nossas costas para Deus. Senhor, retire de nós toda ingratidão e tudo que causa nossa morte! obrigado ao católico c/ Jesus por sua parte bem feita na evangelização dos homens. fiquem c/ Deus e a virgem mãe. bom dia!
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