Liturgia Diária Comentada 18/06/2014 Quarta-feira
11ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 26,7.9 Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e
atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus,
meu salvador!
Oração do Dia: Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao
nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da
vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo
os vossos mandamentos. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 2Rs 2,1.6-14 Num carro de fogo, Elias subiu ao céu
Quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu, num redemoinho,
Elias e Eliseu partiram de Guilgal. Tendo chegado a Jericó, Elias disse a
Eliseu: “Permanece aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão”. E ele
respondeu: “Pela vida do Senhor e pela tua, eu não te deixarei”. E partiram os
dois juntos.
Então, cinquenta dos filhos dos profetas os seguiram, e
ficaram parados, à parte, a certa distância, enquanto eles dois chegaram à
beira do Jordão. Elias tomou então o seu manto, enrolou-o e bateu com ele nas
águas, que se dividiram para os dois lados, de modo que ambos passaram a pé
enxuto. Depois que passaram, Elias disse a Eliseu: “Pede o que queres que eu te
faça antes de ser arrebatado da tua presença”. Eliseu disse: “Que me seja dada
uma dupla porção do teu espírito”.
Elias respondeu: “Tu pedes uma coisa muito difícil. Se me
vires quando me arrebatarem da tua presença, isso te será concedido; caso contrário,
isso não te será dado”. E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, um
carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu
num redemoinho.
Eliseu o via e gritava: “Meu pai, meu pai, carro de Israel e
seu condutor!” Depois, não o viu mais. E, tomando as vestes dele, rasgou-as em
duas. Em seguida, apanhou o manto que Elias tinha deixado cair e, voltando
sobre seus passos, estacou à margem do Jordão. Tomou então o manto de Elias e
bateu com ele nas águas dizendo: “Onde está agora o Deus de Elias?” E bateu nas
águas, que se dividiram, para os dois lados, e Eliseu atravessou o rio. -
Palavra do Senhor.
Comentário: Muitas vezes se fala, nas
comemorações oficiais, em “recolher a herança espiritual” de uma personagem.
Não é trabalho que se realiza com belos discursos, ou publicando em volumes os
atos e ditos do herói.
Uma herança
espiritual compromete. Trata-se de “ser” aquele a quem se sucede, não de “ter
alguma coisa” dele. É instintivo o desejo de permanecer, de ser lembrado.
Quantos monumentos, lápides ou túmulos não são testemunho disto! Só o Senhor
permanece, lembram-nos constantemente os Salmos. O que está em Deus fica. Os
santos ficam, ou antes, fica o que Deus operou neles. Nem todos somos herdeiros
de santos, como Eliseu. A primeira maneira de recolher sua herança é permitir a
Deus, como nossa disponibilidade, operar em nós como o fez neles.
“Quem
vive e crê em mim, não morrerá nunca. Crês isto?” (Jo 11, 26). Da resposta –
não em nível de ideias mas de vida – depende, de instante a instante, a
permanência do que fazemos.
Salmo:
30,20. 21.
24 (R. 25) Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!
Como é grande, ó Senhor, vossa bondade,
reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam,
mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.
Na proteção de vossa face os defendeis
bem longe das intrigas dos mortais. No interior de vossa tenda os escondeis,
protegendo-os contra as línguas maldizentes.
Amai o Senhor Deus, seus santos todos,
ele guarda com carinho seus fiéis, mas pune os orgulhosos com rigor.
Evangelho:
Mt 6,1-6.16-18 E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a
recompensa
Naquele tempo, disse
Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na
frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não
recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando
deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas
sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
Ao contrário,
quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão
direita, de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está
oculto, te dará recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que
gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem
vistos pelos homens.
Em verdade, vos
digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra
no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai,
que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não fiqueis
com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os
homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua
recompensa.
Tu, porém, quando jejuares,
perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que estás
jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está
escondido, te dará a recompensa”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir Vitório / Jesuíta): A religião judaica dava grande importância à esmola, à oração e ao
jejum como práticas de piedade, embora não fossem expressamente prescritas pela
Lei.
Os
discípulos de Jesus, enquanto herdeiros da tradição judaica, tinham consciência
do valor destas práticas como forma de expressar uma relação profunda com o
próximo (esmola), com Deus (oração) e consigo mesmo (jejum). O cuidado de Jesus
visava orientá-los sobre a maneira correta de praticá-las. A preocupação do
Mestre ia além dessas três práticas tradicionais de piedade. Ele queria ensinar
os seus discípulos como ser piedoso.
Existe
uma maneira de ser piedoso com a preocupação de ser visto e louvado pelos
outros. Era a preocupação própria dos hipócritas e exibidos. Mas existe também,
outro modo de ser piedoso, que consiste em colocar-se em profunda comunhão com
o Pai, que vê as coisas ocultas, e reconhece a sinceridade de coração de quem
pretende ser-lhe agradável.
"Agir
em segredo" não é o mesmo que fazer "ações secretas". Mesmo
quando age em público, o coração do discípulo está centrado no Pai, e só ele
procura agradar. Eventuais recompensas humanas são irrelevantes para ele,
comparadas com as que o Pai lhe reserva.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção Universal: Apoio
aos desempregados - Para que os desempregados consigam o apoio e o trabalho
de que necessitam para viver com dignidade.
Intenção para a Evangelização: Raízes cristãs da Europa - Para que a Europa reencontre as suas
raízes cristãs através do testemunho de fé dos crentes.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
CATÓLICOS COM JESUS: GRAÇA E PAZ
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Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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