Liturgia Diária Comentada 28/05/2014 Quarta-feira
6ª Semana da Páscoa - 2ª Semana do Saltério
Prefácio pascal - Ofício do dia
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo
17,50;21,23 - Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso
nome aos meus irmãos, aleluia!
Oração do Dia: Ó Deus, ao celebrarmos
solenemente a ressurreição do vosso Filho, concedei que nos alegremos com todos
os santos quando ele vier na sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 17,15.22-18,1 Esse Deus que vós adorais sem conhecer, é
exatamente aquele que eu vos anuncio.
Naqueles dias, os que conduziram Paulo levaram-no até
Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem
ter com ele o mais cedo possível. E partiram.
De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: Homens atenienses,
em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. Com efeito, passando e
observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta
inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem
conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo
o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários
feitos por mãos humanas. Também não é servido por mãos humanas, como se
precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o
mais.
De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre
toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os
limites de sua habitação. Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o
descobririam, ainda que às apalpadelas.
Ele não está longe de cada um de nós, pois nele vivemos, nos
movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça
do próprio Deus’. Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a
divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação
do homem. Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia
aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, pois ele estabeleceu um dia
em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou, diante
de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos.
Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns
caçoavam, e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. Assim
Paulo saiu do meio deles. Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé.
Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e
outros com eles. Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Paulo sabe fazer-se grego
como os gregos. Passa da sinagoga à praça, mas sempre para pregar o Cristo
ressuscitado. O ponto de partida de seu sermão não são as Escrituras, porém a
realidade natural. Ele parte de uma situação de idolatria – ao deus desconhecido
– com clara referência à providência de Deus criador, mas o ponto de chegada,
desta vez explícito, é o anúncio da salvação em Cristo ressuscitado e o
consequente convite à conversão.
Salmo:
148, 1-2.
11-12ab. 12c-14a. 14bcd Da vossa
glória estão cheios o céu e a terra.
Louvai o Senhor Deus nos altos céus,
louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o,
legiões celestiais!
Reis da terra, povos todos, bendizei-o,
e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos
e criancinhas, bendizei-o!
Louvem o nome do Senhor, louvem-no
todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua
glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.
Ele exaltou seu povo eleito em poderio;
ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de
Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.
Evangelho:
Jo 16,12-15 Tudo o que o Pai possui é meu. O Espírito
Santo receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender
agora. Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena
verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e
até as coisas futuras vos anunciará. Ele
me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o
Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é
meu”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho: O Espírito da Verdade tem,
junto aos discípulos de Jesus, várias funções. Entre elas, a função didática e
a função profética.
No
nível didático, o Espírito instruirá os discípulos a respeito da verdade plena.
Não se trata de uma revelação paralela à de Jesus, nem complementar. Movidos
pelo Espírito, os discípulos serão capazes de atingir um nível, até então desconhecido,
de compreensão dos ensinamentos do Mestre. Obterão uma sabedoria não
quantitativa, mas sim qualitativamente superior, pelo fato de, com a ajuda do
Espírito, estarem capacitados a dar um testemunho convincente de sua adesão a
Jesus. O Espírito revela-se aos discípulos no contexto da experiência de vida,
por conseguinte, de conhecimento existencial, prático.
No
nível profético, ele lhes anunciará as coisas que hão de vir. Exclui-se, aqui,
todo tipo de previsão exata do futuro, de modo que os discípulos pudessem se
precaver. O Espírito irá ajudá-los a conhecer melhor o que significa Jesus para
cada momento da história humana. É uma ajuda na linha do discernimento, da
interpretação dos fatos, da disposição humana para acolher o Mestre. Isto possibilitará
ao discípulo caminhar com segurança, sem correr o risco de ser enganado.
Afinal, vendo-se pressionado pelo mundo, estará sempre correndo o risco de dar
um passo em falso. O Espírito revela-lhe por onde caminhar. (O evangelho nosso
de cada dia - Ano A – Ed. Paulinas 1997)
INTENÇÕES PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção Universal: Meios
de comunicação - Para que os meios de comunicação sejam instrumentos ao
serviço da verdade e da paz.
Intenção para a Evangelização: Maria guia para a missão - Para que Maria, Estrela da
Evangelização, guie a missão da Igreja no anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Pascal: Os cinquenta
dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam
celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou
melhor, “como um grande Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os Domingos deste
tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição,
sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros
dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como
solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras
celebrações.
Qualquer solenidade
que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o
sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o
primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data
do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse
ano.
Diz-se o Glória
durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas
solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal,
isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as
Missas dominicais.
O Domingo de
Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil,
celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor Litúrgica: BRANCO -
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa,
etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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