Liturgia Diária Comentada 25/05/2014 Domingo
6ª Semana da Páscoa - 2ª Semana do Saltério
Prefácio pascal - Ofício do dia
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Isaías 48,20 - Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos
da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia!
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes
dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda
sempre aos mistérios que recordamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 8,5-8.14-17 Impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o
Espírito Santo.
Naqueles dias,
Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. As multidões
seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam,
pois viam os milagres que ele fazia. De muitos possessos saíam os espíritos
maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram
curados. Era grande a alegria naquela cidade.
Os apóstolos, que
estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e
enviaram lá Pedro e João. Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria,
para que recebessem o Espírito Santo. Porque o Espírito ainda não viera sobre
nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. Pedro e
João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo. - Palavra do Senhor.
Comentário (Vida
Pastoral nº 253, Paulus, 2007): A morte de Estêvão foi o estopim para que em
Jerusalém explodisse a perseguição contra os cristãos de cultura grega, à
frente dos quais estava o próprio Estêvão. Por causa dela, os fiéis se
dispersaram. Lucas vê nesse fato a chance providencial que a comunidade tem de
levar o anúncio da palavra de Deus aos que ainda não a conhecem. Se em
Jerusalém o anúncio provocou perseguição, na Samaria suscitará contentamento.
Temos aqui uma das grandes forças da palavra de Deus: a capacidade de
confraternizar povos inimigos (compare com Lc 9,51ss). De fato, judeus e
samaritanos detestavam-se mutuamente. Agora, a Samaria acolhe o anúncio da
Palavra, feito por intermédio de Filipe, um dos sete ministros (8,5; cf. 6,5).
Filipe é apresentado como modelo de evangelizador
que sai de Jerusalém para levar o testemunho a todos (cf. 1,8). Fica, assim,
caracterizado o tipo da comunidade evangelizadora: a que não põe fronteiras ao
trabalho pastoral. A missão do evangelizador é prolongamento do que Jesus disse
e fez. Consta de anúncio e de fatos. Filipe anuncia o Cristo (v. 5) e realiza
milagres (v. 6). As duas atividades estão unidas entre si. Anunciar o Cristo é
já mostrá-lo presente na ação concreta. Por isso, a pregação de Filipe é
acompanhada pela expulsão dos espíritos maus e pela cura de paralíticos e
aleijados (como fez o próprio Jesus). Em outras palavras, anunciar o Cristo é
eliminar tudo o que aliena e despersonaliza o ser humano (demônios), dando às
pessoas condições para que assumam responsavelmente a própria caminhada (cura
dos paralíticos e aleijados). O clima que esses acontecimentos suscita é o da
alegria messiânica (cf. 2,46; Lc 2,10), que contagia a quantos aceitam Jesus
como o Libertador e Senhor de suas vidas (v. 8).
A Igreja de Jerusalém toma conhecimento do que a
palavra de Deus realizou na Samaria. E envia para lá Pedro e João (v. 14). Sua
tarefa é completar a evangelização mediante a oração e a imposição das mãos. Os
samaritanos recebem o Espírito Santo. No plano de Lucas, realiza-se o
Pentecostes dos pagãos (os samaritanos eram considerados pagãos pelos judeus).
O Espírito vai conduzindo a evangelização, fazendo que muitos povos se integrem
ao único povo messiânico. O Espírito não é propriedade dos apóstolos. Estes,
sim, são servos do Espírito, pois ele os conduz e impulsiona. Assim, de acordo
com At 1,8, os discípulos de Jesus se tornam testemunhas na Judéia (Jerusalém),
na Samaria e até nos confins do mundo (o resto do livro dos Atos), pois o
Espírito da Verdade (cf. evangelho) é o dinamismo da comunidade cristã
missionária.
Salmo:
65,1-3a.4-5.6-7a.16.20
(R.1.2a) Aclamai o Senhor Deus,
ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,
cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a
Deus: Como são grandes vossas obras!
Toda a terra vos adore com respeito e proclame
o louvor de vosso nome! Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios
estupendos entre os homens!
O mar ele mudou em terra firme, e
passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para
sempre com poder!
Todos vós que a Deus temeis, vinde
escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que
me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o
seu amor!
Segunda
Leitura: 1Pd 3,15-18 Sofreu a morte na sua existência humana, mas
recebeu nova vida pelo Espírito.
Caríssimos: Santificai
em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da
vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e
respeito e com boa consciência.
Então, se em alguma
coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom
procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a
vontade de Deus, do que praticando o mal.
Com efeito, também
Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos
injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência
humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. - Palavra do Senhor.
Comentário (Vida
Pastoral nº 253, Paulus, 2007): Os vv. 13-14, apesar de não constarem no texto
lido hoje, ajudam na compreensão do contexto. 'Quem lhes fará mal, se vocês se
esforçam em fazer o bem? Se sofrem por causa da justiça, felizes de vocês! Não
tenham medo deles, nem fiquem assustados'. Pedro escreve a cristãos que sofrem
(cf. II leitura do domingo passado). Os sofrimentos daquelas comunidades da
Ásia Menor tinham duas causas: em primeiro lugar, a situação social em que
viviam – eram migrantes, trabalhadores, escravos; em segundo lugar, a luta que
sustentavam – queriam que fosse feita justiça, que seus direitos e dignidade
fossem reconhecidos. Por causa disso eram vistos como subversivos.
Pedro lhes diz que, se sofrem por causa da justiça,
são felizes (v. 14). É a concretização da bem-aventurança anunciada por Jesus
(cf. Mt 5,10). Não são bem-aventurados pelo sofrimento em si. O sofrimento não
faz ninguém feliz! São bem-aventurados por causa da motivação profunda que
anima sua luta: a justiça que visa criar o reino de Deus, o projeto de Deus.
Pedro anima as comunidades, dizendo-lhes que não
devem ter medo dos que as consideram subversivas e arrastam seus membros aos
tribunais. Pelo contrário, devem 'santificar em seus corações o Senhor Jesus
Cristo', ou seja, reconhecer de coração (plena e absolutamente) que o único
Senhor é Jesus! Essa motivação deve estar sempre presente e animar todas as
esperanças e anseios das pessoas (v. 15).
Bons modos, respeito e consciência limpa são os
instrumentos para a conquista da justiça (v. 16a), resposta que desarma a
grosseria, a violência e a corrupção dos que fomentam a injustiça. Temos aqui o
ideal da não-violência ativa (cf. Mt 5,38-40), capaz de fazer ruir a sociedade
injusta (v. 16b).
A norma de comportamento cristão é a prática de
Jesus (v. 18). O justo morreu pelos injustos, a fim de os conduzir a Deus.
Contudo, a morte de Jesus não quer dizer que a injustiça tenha vencido. Pelo
contrário, da morte nasceu a vida nova do Espírito Santo. Esse mesmo Espírito é
que age agora nos fiéis, levando-os à prática de Jesus. Fazendo o que ele fez,
os cristãos oferecem sua colaboração indispensável na construção do reino de
Deus. Esse reino é o ideal proposto por Deus, que coincide com os profundos
anseios da humanidade sedenta de justiça, liberdade e dignidade reconhecida.
O v. 17 não pretende atribuir a Deus a vontade de
fazer sofrer as pessoas. De fato, ele não sente prazer no sofrimento humano. O
próprio Jesus o demonstrou. O sofrimento diminui o ser de Deus presente nas
pessoas. Contudo, o projeto de Deus sabe valorizar o sofrimento. Do sofrimento
nasce o desejo de liberdade e vida. E Deus o transforma em energia que supera
as injustiças que o provocam.
Evangelho:
Jo 14,15-21 Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro
Defensor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Se
me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará
um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: O Espírito da Verdade,
que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o
conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós.
Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco
tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e
vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em
vos. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me
ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): Num
contexto de ódio e de perseguição, a promessa feita por Jesus de dar aos
discípulos o Espírito da Verdade reveste-se de suma importância. Foi a forma de
protegê-los contra o erro e a mentira, ciladas montadas pelo mundo para
desviá-los do bom caminho. Sem esta ajuda salutar, com muita probabilidade,
deixar-se-iam levar pelas sugestões do falso espírito, chegando a renegar sua
condição de discípulos. Pois, enquanto o Espírito da Verdade conduz ao Deus
verdadeiro, o espírito da mentira conduz aos falsos deuses, aos ídolos.
O
Espírito é designado como Paráclito, ajudante dos discípulos de Jesus. Assim,
não seriam deixados à própria sorte, numa espécie de perigosa orfandade. A
presença do Espírito de Verdade junto deles daria continuidade à de Jesus. Eles
teriam sempre a quem recorrer, pois o Espírito estaria neles e "com eles
para sempre".
A
comunidade cristã sempre correria o sério risco de ser levada pelo espírito da
mentira. Por isso, precisava da presença constante do Espírito da Verdade para
manter-se sempre no bom caminho. Quanto maior esse risco, tanto mais necessária
fazia-se a presença desse Espírito que conduz à verdade e à vida. Ele haveria
de ser uma luz a expulsar as trevas, de modo a permitir aos discípulos caminhar
com segurança rumo à casa do Pai.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção Universal: Meios
de comunicação - Para que os meios de comunicação sejam instrumentos ao
serviço da verdade e da paz.
Intenção para a Evangelização: Maria guia para a missão - Para que Maria, Estrela da
Evangelização, guie a missão da Igreja no anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Pascal: Os cinquenta
dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam
celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou
melhor, “como um grande Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os Domingos deste
tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição,
sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros
dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como
solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo
seguinte a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras
celebrações.
Qualquer solenidade
que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o
sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o
primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data
do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse
ano.
Diz-se o Glória
durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas
solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal,
isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as
Missas dominicais.
O Domingo de
Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil,
celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor Litúrgica: BRANCO -
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa,
etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

Gostei demais, só achei que deveria ter as preces dos fiéis.
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