Liturgia Diária Comentada 21/05/2014 Quarta-feira
5ª Semana da Páscoa - 1ª Semana do Saltério
Prefácio pascal - Ofício do dia
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 70,8.23 - Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios
exultarão, cantando de alegria, aleluia!
Oração do Dia: Ó Deus, que amais e restituís a inocência, orientai para vós os
nossos corações, para que jamais se afastem da luz da verdade os que tirastes
das trevas da descrença. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade
do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 15,1-6 Decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros
fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e anciãos.
Naqueles dias,
chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós
não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de
Moisés”. Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e
Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros
fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.
Depois de terem
sido acompanhados pela Comunidade, Paulo e Barnabé travessaram a Fenícia e a
Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos
os irmãos. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os anciãos,
e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. Alguns dos
que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé
levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a
observar a Lei de Moisés. Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para
tratar desse assunto. - Palavra do
Senhor.
Salmo:
121, 1-2.
3-4a. 4b-5 (R. Cf. 1) Que
alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor.
Que alegria, quando ouvi que me
disseram: Vamos à casa do Senhor! E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em
tuas portas.
Jerusalém, cidade bem edificada num
conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.
Para louvar, segundo a lei de Israel, o
nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
Evangelho:
Jo 15,1-8 Quem permanecer em mim, e eu nele, produz
muito fruto.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Eu
sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá
fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais
fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei.
Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por
si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar
fruto, se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que
permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis
fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará.
Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em
mim e minhas palavras permanecerem em vós pedi o que quiserdes e vos será dado.
Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus
discípulos. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A
imagem da união dos ramos à videira ilustra o tipo de relacionamento a ser
estabelecido entre Jesus e a comunidade dos discípulos, e, ao mesmo tempo,
funciona como um alerta para as tentações futuras.
A
parábola sublinha alguns pontos fundamentais. Para os discípulos produzirem
frutos de amor e justiça, é mister que permaneçam unidos ao Senhor. Dele é que
provém a "seiva" necessária para perseverar no caminho difícil do
serviço gratuito ao próximo. Quem, apesar de se proclamar discípulo, for
incapaz de fazer frutificar o amor, será rechaçado pelo Pai, o agricultor. Um
relacionamento puramente exterior e formal com Jesus não tem sentido. É indigno
da condição de discípulo ser infrutífero. Permanecendo unido a Jesus, produzirá
os frutos esperados. Então, o Pai trata-lo-á com amor, procedendo à poda, para
que produza ainda mais frutos. A expectativa do Pai é ver os discípulos do
Filho perseverar no amor, expresso em gestos cada vez mais exigentes e
comprometidos.
A
parábola serve, também, de alerta contra a tentação de buscar adesões fora de
Jesus. Seriam adesões estéreis, pois só na medida em que permanecerem unidos a
Jesus, conseguirão agir conforme o desejo do Pai. Não existe alternativa
possível.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção Universal: Meios
de comunicação - Para que os meios de comunicação sejam instrumentos ao
serviço da verdade e da paz.
Intenção para a Evangelização: Maria guia para a missão - Para que Maria, Estrela da
Evangelização, guie a missão da Igreja no anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Pascal: Os cinquenta
dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam
celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou
melhor, “como um grande Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os Domingos deste
tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição,
sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros
dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como
solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras
celebrações.
Qualquer solenidade
que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o
sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o
primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data
do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse
ano.
Diz-se o Glória
durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas
solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal,
isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as
Missas dominicais.
O Domingo de
Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil,
celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor Litúrgica: BRANCO -
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa,
etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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