Liturgia Diária Comentada 12/05/2014 Segunda-feira
4ª Semana da Páscoa - 4ª Semana do Saltério
Prefácio pascal - Ofício do dia
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Romanos 6,9 - O Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte
não tem mais poder sobre ele, aleluia!
Oração do Dia: Ó
Deus, que, pela humilhação do vosso Filho, reerguestes o mundo decaído, enchei
de santa alegria os vossos filhos e filhas que libertastes da escravidão do
pecado e concedei-lhes a felicidade eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 11,1-18 Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que
leva para a vida!
Naqueles dias, os apóstolos e os irmãos, que viviam na
Judéia, souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. Quando
Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com
ele, dizendo: “Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!”
Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que
havia acontecido: “Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em
êxtase e tive a seguinte visão: Vi uma coisa parecida com uma grande toalha
que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim.
Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens,
répteis e aves do céu. Depois ouvi uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro,
mata e come’. Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! Porque jamais entrou coisa
profana e impura na minha boca’. A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames
impuro o que Deus purificou’. Isso se repetiu por três vezes. Depois a coisa
foi novamente levantada para o céu.
Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que
nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesaréia à minha procura. O Espírito
me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me
acompanharam e nós entramos na casa daquele homem.
Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se
em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como
Pedro. Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para
toda a tua família’. Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre
eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. Então eu me lembrei do
que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no
Espírito Santo’.
Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que
acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?
Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificaram a Deus,
dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”-
Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: O episódio de Jope e o
batismo do pagão Cornélio representam uma superação, a partir deste momento,
torna-se claro, que os pagãos poderão ser levados ao batismo sem serem primeiro
submetidos às praticas do judaísmo.
Salmo:
41, 2-3;
42, 3.4 (R. Cf. Sl 41, 3a) Minha
alma suspira por vós, ó meu Deus.
Assim como a corça suspira pelas águas
correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o
Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
Enviai vossa luz, vossa verdade: elas
serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada!
Então irei aos altares do Senhor, Deus
da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!
Evangelho:
Jo 10,1-10 Eu sou a porta das ovelhas.
Naquele tempo, disse Jesus: “Em verdade, em verdade
vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro
lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A
esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo
nome e as conduz para fora. E, depois de fazer sair todas as que são suas,
caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas não
seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.
Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não
entenderam o que ele queria dizer.
Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos
digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são
ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem
entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só
vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em
abundância”. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os discípulos devem estar alertas. De
todos os lados, surgem pressões, visando afastá-los do projeto de Jesus. Quem
não está atento, corre o risco de ser enganado. O pastor das ovelhas age de
maneira muito diferente dos salteadores e ladrões. Cada um é reconhecido por
seu modo de proceder.
O pastor tem com as ovelhas um
relacionamento feito de confiança e amizade. A intimidade permite que se
conheçam mutuamente. As ovelhas conhecem-no pela voz. Ele as chama pelo nome.
Cada ovelha tem um valor particular. Elas são levadas para pastar, sob a atenta
vigilância do pastor, que lhes dá segurança e as defende.
Esta é a imagem do relacionamento de
Jesus com seus discípulos.
Contrariamente ao pastor, agem os
estranhos que não nutrem um autêntico interesse pelas ovelhas. Atuando com
engodo, podem colocá-las em perigo. Sua única preocupação consiste em tirar
proveito de sua ingenuidade, abandonando-as quando não se prestam às suas
perversas intenções. A atitude natural das ovelhas é fugir, quando se aproxima
um estranho, cuja voz não conhecem. Elas sabem que estão correndo perigo.
Contudo, são suficientemente espertas para não se deixarem levar por quem é
ladrão e salteador.
O discípulo de Jesus não se deixa
enganar. Ele sabe distinguir muito bem entre o pastor e os ladrões e
salteadores. Por isso, não hesita em fugir, quando estes se aproximam.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção Universal: Meios
de comunicação - Para que os meios de comunicação sejam instrumentos ao
serviço da verdade e da paz.
Intenção para a Evangelização: Maria guia para a missão - Para que Maria, Estrela da
Evangelização, guie a missão da Igreja no anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Pascal: Os cinquenta
dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam
celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou
melhor, “como um grande Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os Domingos deste
tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição,
sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros
dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como
solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo
seguinte a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras
celebrações.
Qualquer solenidade
que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o
sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o
primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data
do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse
ano.
Diz-se o Glória
durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas
solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal,
isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as
Missas dominicais.
O Domingo de
Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil,
celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor Litúrgica: BRANCO -
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa,
etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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