Liturgia Diária Comentada 26/04/2014
Sábado – Oitava da Páscoa
Tempo da Páscoa - 1ª Semana do Saltério
Prefácio pascal I - Ofício solene
próprio - Glória
Cor: Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo
104,43 O Senhor fez o seu povo sair com grande júbilo; com gritos de
alegria, os seus eleitos, aleluia!
Oração do Dia: Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos
que creem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e daí aos que
renascem pelo batismo a veste da imortalidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 4,13-21 Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o
que vimos e ouvimos.
Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os
escribas ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam,
pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado
com Jesus. No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado.
E não podiam dizer nada em contrário.
Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a
discutir entre si: 16“Que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um
milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os
habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. Contudo, a fim de que a coisa
não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem
mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”.
Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo
algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. Pedro e João responderam:
“Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a
Deus! Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”. Então,
insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não
tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus
pelo que havia acontecido. - Palavra do Senhor.
Salmo:
117,
1.14-15. 16ab.18. 19-21 (R. 21a) Dou-vos
graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!” O Senhor é minha força e o meu canto, e
tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas
tendas dos fiéis.
A mão direita do Senhor fez maravilhas, a
mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! O
Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.
Abri-me vós, abri-me as portas da
justiça: quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor,
por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes
e vos tornastes para mim o Salvador!
Evangelho:
Mc 16,9-15 Ide pelo mundo inteiro e anunciai o
Evangelho.
Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado,
Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete
demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e
chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram
acreditar.
Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra
aparência, enquanto estavam indo para o campo. Eles também voltaram e
anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. Por fim, Jesus
apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa
da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles
que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e
anunciai o Evangelho a toda criatura!” - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O
encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da
ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e,
sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A
partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a
mesma.
No
entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes
trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e
fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não
tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo
feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade
às palavras de uma mulher.
A
reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena.
Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava
vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
Da
mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para
o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se
debateram com a incredulidade dos companheiros.
Independentemente
da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido
a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE ABRIL:
Intenção Universal: Ecologia
e justiça - Para que os governantes promovam o respeito pela criação e uma
justa distribuição dos bens e dos recursos naturais.
Intenção para a Evangelização: Esperança para quem sofre - Para que o Senhor Ressuscitado encha de
esperança o coração daqueles que experimentam a dor e a doença.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da
Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e
exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os Domingos deste
tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição,
sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros
dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como
solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo
seguinte a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras
celebrações.
Qualquer solenidade
que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o
sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o
primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data
do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse
ano.
Diz-se o Glória
durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas
solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal,
isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as
Missas dominicais.
O Domingo de
Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil,
celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor Litúrgica: BRANCO -
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa,
etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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