Liturgia Diária Comentada 15/04/2014 Terça-feira
Semana Santa - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Paixão II - Ofício próprio
Cor: Roxo - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Cor: Roxo - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo
26,12 Não me deixeis, Senhor, à mercê de meus adversários, pois contra
mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua
iniquidade.
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar de tal modo os
mistérios da paixão do Senhor, que possamos alcançar vosso perdão. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Is 49,1-6
Eu te farei luz das nações, para que minha
salvação chegue até aos confins da terra. (2º canto do Servo do Senhor)
Nações
marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes
de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; fez de
minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim
uma flecha aguçada, escondida em sua aljava(bolsa), e disse-me: “Tu és o meu
Servo, Israel, em quem serei glorificado”. E eu disse: “Trabalhei em vão,
gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará
justiça e o meu Deus dará recompensa”.
Comentando a Liturgia: O segundo poema do Servo de
Javé apresenta uma progressão de ideias que desemboca na missão universal a ele
confiada por Deus. A alusão às nações põe em relevo a grandeza do Servo, vista
como motivação fundamental do universalismo. Cabe ao Servo manifestar a
grandeza de Deus no povo de Israel, mas as primeiras tentativas nesta direção
mostram uma falência, apesar disso, é inabalável a confiança do profeta.
Há na
obra de salvação realizada por Jesus um paradoxo, cuja explicação nos devolve
necessariamente ao irrepreensível poder de Deus. Sob o aspecto humano, a vida
de Jesus se encerra com um xeque radical.
Ninguém
como Ele pode dizer: “Esforcei-me em vão, em vão e por nada consumi minhas
energias”. Ninguém jamais falara como Ele, ninguém jamais falara como ele,
ninguém jamais praticara em favor dos pobres obras como as Suas.
Entretanto,
ao pé da cruz havia apenas um grupo exíguo (pequeno) de pessoas fiéis. Contudo,
exatamente por causa deste seu aniquilamento, tornou-se a luz dos povos e levou
a salvação até as extremidades da terra.
Salmo:
70(71),
1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15) Minha
boca anunciará vossa justiça.
Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que
eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e
libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo
bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio,
proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
Porque sois, ó Senhor Deus, minha
esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes
que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.
Minha boca anunciará todos os dias vossa
justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.
Evangelho:
Jo 13,21-33.36-38 Um de vós me entregará... O galo não cantará
antes que me tenhas negado três vezes.
Naquele
tempo, estando à mesa com seus discípulos, Jesus ficou profundamente comovido e
testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”.
Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não
sabiam de quem Jesus estava falando.
Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de
Jesus. Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus
estava falando. Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus,
perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o
pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a
Judas, filho de Simão Iscariotes.
Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então
Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”. Nenhum dos presentes
compreendeu por que Jesus lhe disse isso. Como Judas guardava a bolsa, alguns
pensavam que Jesus lhe queria dizer: ‘Compra o que precisamos para a festa’, ou
que desse alguma coisa aos pobres. Depois de receber o pedaço de pão, Judas
saiu imediatamente. Era noite.
Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o
Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele,
também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por
pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu
disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus
respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás
mais tarde”. Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei
a minha vida por ti!” Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade,
em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.
- Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O
anúncio da traição foi desconcertante para o grupo de discípulos.
Independentemente de qualquer cultura, a traição é sempre um ato abominável. De
modo especial, entre pessoas cujas vidas foram postas em comum, e nas quais se
deposita toda confiança. Isto explica a surpresa dos discípulos quando Jesus
anunciou que um deles haveria de traí-lo. E essa surpresa foi maior, quando o
traidor foi identificado com Judas, filho de Simão Iscariotes.
O
evangelista João dirá várias vezes que se tratava de um ladrão. Logo, alguém de
caráter duvidoso, de quem se pode esperar tudo. A traição seria apenas mais uma
manifestação da personalidade malsã deste discípulo. Os evangelhos, em geral,
referem-se a Judas como alguém que vendeu sua própria consciência ao aceitar
entregar o Mestre por um punhado de dinheiro.
Entretanto,
é possível suspeitar de outras razões desta atitude tresloucada. Será que Judas
entendeu, de fato, o projeto de Jesus? Terá sido capaz de abrir mão de seus
esquemas messiânicos para aceitar Jesus tal qual se apresentava? Estava
disposto a seguir um Messias pobre, manso, amigo dos excluídos e
marginalizados, anunciador de um Reino incompatível com a violência e a
injustiça? Judas esperava tirar partido do Reino a ser instaurado por Jesus.
Vendo frustrado o seu intento, não teria tido escrúpulo de traí-lo?
Uma
coisa é certa: Judas estava longe de sintonizar com Jesus. Algo parecido
acontecia com Pedro, que haveria de negá-lo. Só que este recuou e se converteu
à misericórdia do Senhor.
INTENÇÕES PARA O MÊS DE ABRIL:
Intenção Universal: Ecologia
e justiça - Para que os governantes promovam o respeito pela criação e uma
justa distribuição dos bens e dos recursos naturais.
Intenção para a Evangelização: Esperança para quem sofre - Para que o Senhor Ressuscitado encha
de esperança o coração daqueles que experimentam a dor e a doença.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas até a
missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa.
“Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla
índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do
Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a
Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério
pascal” (SC 109).
- Durante
este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de instrumentos
musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem
como as solenidades e festas.
- A cor do
tempo é roxa. No Domingo Laetare,
pode-se usar cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
- Em todas as
Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
- Nas
solenidades e festas somente, como ainda em celebrações especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
- As memórias
obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser celebradas como memórias
facultativas. Não são permitidas missas votivas (devoção particular).
- Na
celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, deve-se sempre dar a
bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos que se abstenham de demasia pompa.
Cor Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência
ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com –
catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano

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