sexta-feira, 11 de abril de 2014

Evangelho do dia 11.04.2014 Sexta-feira Quaresma

Primeira Leitura: Jr 20,10-13 Ele salvou das mãos dos malvados a vida do pobre.

Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus. - Palavra do Senhor.

Comentando a Liturgia (Ricardo e Marta / Católicos com Jesus): Diante das investidas daqueles que não aceitavam a vontade de Deus revelada por Jeremias, o profeta fortalece sua fé na certeza do amor eterno do Senhor. O Deus de Jeremias é aquele que não abandona o seu servo, que está presente e que luta pelos injustiçados e pelos necessitados.

Em Jeremias podemos sentir tudo o que aguarda Jesus, as mesmas investidas, as mesmas calunias, a mesma perseguição, o medo do novo, o medo da verdade reveladora, mas a vingança desejada por Jeremias não vem em forma de castigo, e sim de um ensinamento amoroso de Jesus, e a grande mudança, que irá saltar aos olhos dos que perseguem Jeremias, vem através da vitória gloriosa de Jesus na cruz. 

Salmo: 17, 2-3a. 3bc-4. 5-6. 7 (R. Cf. 7) Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador!

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! / e dos meus perseguidores serei salvo!

Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes.

Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito.

Evangelho: Jo 10,31-42 Procuravam prender Jesus, mas ele escapou-lhes das mãos.
Naquele tempo, os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?” Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!”

Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.

Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. E muitos, ali, acreditaram nele. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir / Jesuíta): A intimidade que Jesus mostrava ter com seu Pai constituía o ponto central do atrito com seus adversários. Na história de Israel, pontilhada de pessoas piedosas, jamais alguém havia manifestado estar tão próximo de Deus, como Jesus afirmava estar. Por isso, seus adversários não sabiam como tratá-lo. Preferiram apedrejá-lo, para se verem livres de sua presença incômoda.

E isto, não porque Jesus fosse arrogante e orgulhoso, e se prevalecesse de um poder que as outras pessoas não possuíam. Em verdade, ele não exigia para si um tratamento especial, por sua condição divina, nem tinha ambições políticas de tomar o poder, e submeter o povo a seus caprichos. Pelo contrário, o projeto de Jesus opunha-se a tudo isto.

O Mestre irritava os seus adversários, porque se recusava a aderir a uma das facções religiosas existentes. Pelo contrário, criticava-as e denunciava-lhes as incoerências. E tais denúncias eram feitas com uma autoridade, até então, desconhecida, que Jesus atribuía ao Pai.

Por outro lado, seus adversários pensavam estar agindo perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Consequentemente, não podiam aceitar que alguém, invocando a autoridade divina na condição de Filho, pudesse lançar-lhes em face acusações tão severas.


A situação de Jesus era extremamente perigosa diante de seus adversários. Entretanto, não teve medo de enfrentá-los, mesmo sabendo que podia ser eliminado por eles.

LEIA NA ÍNTEGRA:

Liturgia Diária Comentada 11/04/2014

Sacramento da Unção dos Enfermos (Catequeses sobre os Sacramentos)

O acaso não existe
             
Oração Jesus Salvador

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia         
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

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