Primeira
Leitura: Jr 20,10-13 Ele salvou das mãos dos malvados a vida do
pobre.
Eu ouvi as
injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o,
denunciemo-lo”. Todos os amigos observam minhas falhas: “Talvez ele cometa um
engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. Mas o Senhor está ao
meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos.
Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que
nunca se apaga! Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os
sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te
declarei a minha causa. Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor, pois ele salvou a
vida de um pobre homem das mãos dos maus. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia (Ricardo
e Marta / Católicos com Jesus): Diante das investidas daqueles que não aceitavam a
vontade de Deus revelada por Jeremias, o profeta fortalece sua fé na certeza do
amor eterno do Senhor. O Deus de Jeremias é aquele que não abandona o seu
servo, que está presente e que luta pelos injustiçados e pelos necessitados.
Em
Jeremias podemos sentir tudo o que aguarda Jesus, as mesmas investidas, as
mesmas calunias, a mesma perseguição, o medo do novo, o medo da verdade
reveladora, mas a vingança desejada por Jeremias não vem em forma de castigo, e
sim de um ensinamento amoroso de Jesus, e a grande mudança, que irá saltar aos
olhos dos que perseguem Jeremias, vem através da vitória gloriosa de Jesus na
cruz.
Salmo:
17, 2-3a.
3bc-4. 5-6. 7 (R. Cf. 7) Ao
Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha
rocha, meu refúgio e Salvador!
Ó meu Deus, sois o rochedo que me
abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós
espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! / e dos meus perseguidores
serei salvo!
Ondas da morte me envolveram totalmente,
e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a
própria morte me prendeu em suas redes.
Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e
elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e
chegou a seus ouvidos o meu grito.
Evangelho:
Jo 10,31-42 Procuravam prender Jesus, mas ele
escapou-lhes das mãos.
Naquele
tempo, os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: “Por
ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis
apedrejar?” Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das
obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te
fazes Deus!”
Jesus disse:
“Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? Ora,
ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se
dirigiu a palavra de Deus, por que então me acusais de blasfêmia, quando eu
digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? Se não
faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. Mas, se eu as faço, mesmo que
não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e
reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.
Outra vez
procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. Jesus passou para o
outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E
permaneceu ali. Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum
sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. E muitos,
ali, acreditaram nele. - Palavra da Salvação.
Comentando o Evangelho (Padre
Jaldemir / Jesuíta): A intimidade que Jesus mostrava ter
com seu Pai constituía o ponto central do atrito com seus adversários. Na
história de Israel, pontilhada de pessoas piedosas, jamais alguém havia
manifestado estar tão próximo de Deus, como Jesus afirmava estar. Por isso,
seus adversários não sabiam como tratá-lo. Preferiram apedrejá-lo, para se
verem livres de sua presença incômoda.
E isto, não porque Jesus fosse
arrogante e orgulhoso, e se prevalecesse de um poder que as outras pessoas não
possuíam. Em verdade, ele não exigia para si um tratamento especial, por sua
condição divina, nem tinha ambições políticas de tomar o poder, e submeter o
povo a seus caprichos. Pelo contrário, o projeto de Jesus opunha-se a tudo
isto.
O Mestre irritava os seus
adversários, porque se recusava a aderir a uma das facções religiosas
existentes. Pelo contrário, criticava-as e denunciava-lhes as incoerências. E
tais denúncias eram feitas com uma autoridade, até então, desconhecida, que
Jesus atribuía ao Pai.
Por outro lado, seus adversários
pensavam estar agindo perfeitamente de acordo com a vontade de Deus.
Consequentemente, não podiam aceitar que alguém, invocando a autoridade divina
na condição de Filho, pudesse lançar-lhes em face acusações tão severas.
A situação de Jesus era
extremamente perigosa diante de seus adversários. Entretanto, não teve medo de
enfrentá-los, mesmo sabendo que podia ser eliminado por eles.
LEIA NA ÍNTEGRA:
Liturgia Diária Comentada 11/04/2014
Sacramento da Unção dos Enfermos (Catequeses sobre os
Sacramentos)
O acaso não existe
Oração Jesus Salvador
Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja
Católica

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