terça-feira, 18 de março de 2014

Evangelho do dia 19.03.2014 Mt 1,16.18-21.24a São José

Primeira Leitura: 2Sm 7,4-5a.12-14a.16 O Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai. (Lc 1,32)
Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: “Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza.

Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’. - Palavra do Senhor.

Salmo: 88(89),2-3.4-5.27 e 29 (R. 37) Eis que a sua descendência durará eternamente.
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: "O amor é garantido para sempre!" E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

"Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!"

Ele, então, me invocará: Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!' Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. 

Segunda Leitura: Rm 4,13.16-18.22 Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na fé.
Irmãos, não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós.

Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua prosperidade”. Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. - Palavra do Senhor.

Evangelho: Mt 1,16.18-21.24a José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.

José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com. Católica Nova Aliança): Sim, quando Gabriel levou a Maria a proposta de ser Mãe do Salvador, e ela aderiu ao desígnio do Senhor, a jovem era noiva de José. O original da TOB diz, em francês, “accordée en mariage”, prometida em casamento. A Bíblia de Chouraqui é mais direta: “fiancée”. Isto é, noiva. Mas ninguém pense que isto “alivia a barra” de Maria. Naquela sociedade, noivado era coisa séria. O compromisso era celebrado, em geral, um ano antes do casamento, mas já tinha juridicamente o valor de matrimônio, ainda que os noivos permanecessem morando em suas próprias casas. O noivado era tão sério que, em caso de morte do noivo, a noiva passava a agir como viúva, vestida de luto e convivendo com as outras viúvas.

Por isso mesmo, ao aparecer grávida, Maria estaria sujeita à pena de lapidação (apedrejamento) estabelecida pela Lei (cf. Dt 22, 20-24; a leitura atenta mostra que também o homem envolvido merecia o mesmo castigo!). Ao perceber que Maria está grávida, terá passado pela mente de José esse estatuto legal, vendo-se dividido entre a evidência da gravidez e sua convicção da pureza e santidade de sua noiva. Assim, ao invés de denunciá-la publicamente, como previsto na Lei, pensava em afastar-se em segredo, sendo demovido da intenção pela visita do Anjo durante o sono.

Duas pessoas admiráveis! De um lado, Maria se mantinha em silêncio, não vendo como revelar o “segredo de Deus”, a concepção virginal do Messias prometido. De outro, José, premiado pela Escritura com o título de “justo” (ou seja, alguém que manifestava a justiça, e é, a santidade de Deus!), abre mão de seu direito, mesmo sem entender a situação. E estão os dois bem no miolo do projeto divino de salvar a humanidade. O Menino que ia nascer era homem, pois nasceria de Mulher. Mas, ao mesmo tempo, era Deus, pois nascia sem a contribuição de um pai humano. O Anjo o deixa claro na “Anunciação a José”: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo.” (Mt 1,20.)


E ao chamar José de “filho de Davi”, o anjo de Deus situava a Criança que devia nascer no contexto das promessas feitas pelo Senhor a Davi: “Suscitarei depois de ti a minha posteridade, aquele que sair de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. Ele me construirá um templo... Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho.” (2Sm 7, 12-14.) Exatamente a leitura desta Liturgia da solenidade de São José. 

Leia na íntegra:

Liturgia Diária Comentada 19/03/2014

O que é, e como devo orar?

Jesus Cristo: Sorriso, Agonia e Morte – Questão de fé

São José Padroeiro da Igreja Universal

Oração a São José

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